segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

E se tivesse de chuva ainda dava mais voltas de avanço.

Mais um Domingo perfeito. Tal como um Schumacher da gastronomia, também eu aos Domingos dito a felicidade cá por casa. Se não, vejamos o que foi o jantar:

- Bacalhau à Gomes de Sá (comprado no Rei do Bacalhau, confeccionado segundo a receita original que, apesar de me levar a tarde toda na cozinha, compensa).

- Vinho tinto novo, caseiro, de Tomar (gentilmente trazido pelo meu sogro que percebe realmente da coisa).

- Pão do Rogério (o meu padeiro diário que tem uma padaria com forno a lenha - até hoje só conheceu o azinho como combustível – ali para os lados da Arruda dos Vinhos).

- Queijo da Soalheira directamente da tia da Susana (tem uma fabriqueta, espécie de laboratório de alquimia, donde saem estes pedaços de perdição que, tal como a região donde vêm, deviam ser património da humanidade – conseguem-se comprar directamente na Soalheira ou no mercado municipal de Vila Franca de Xira aos Sábados).

- Laranjas Baía, que nunca espreitaram um frigorífico sequer, da Alzira (a dona da melhor mercearia de Portugal, em Castanheira do Ribatejo).

- Bolo Mármore da minha mãe (acompanhado com uma aguardente de medronho, caseira, oriunda também da zona de Tomar e trazida igualmente pelo meu prestimoso sogro, daquelas que fazem os mortos revirarem os olhitos e as unhas dos pés).

E mais não digo, com o devido respeito por quem quer aproveitar a depressão de final de Domingo. Tal como o alemão campeão, quase me sinto na obrigação de pedir desculpa por ter um bocadinho de Deus nestes dias.