sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

O meu coração só tem uma cor: azul e vermelho.

Apesar da paráfrase aparente roubada a um famosíssimo futebolista do Porto (mais pelos seus dotes verbais do que pelas suas capacidades dentro das quatro linhas), a verdade é mesma essa: no que toca ao desporto-rei, sou metade Belenenses, metade Benfica.

Esta ambiguidade de difícil digestão para a maioria dos adeptos perde a gravidade se considerarmos que o grau do meu fanatismo é semelhante à minha dedicação ao bordado de arraiolos. No entanto, arrisquei um Benfica-Sporting para a taça, acompanhado de uma imperial e um Pastel de Bacalhau. Correu bem, razoavelmente bem, pelo menos até à parte em que, entusiasmado ao ver um jogador dos encarnados a dirigir-se para a baliza contrária, me saiu um sonoro “encesta, encesta!”.

Enfim, tivesse estudado.