quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Play it again, Brad.

Como melómano (muitíssimo) amador que sou, tenho uma relação de amor/ódio com a música que consumo e que, tantas vezes, me consome. A primeira coisa que faço quando acordo é, e não poderia ser de outra forma, ligar o rádio – da cozinha, da casa de banho, do escritório, do quarto ou da sala. Sim, fizeram bem as contas, faço juz ao epíteto de “fanático” com um aparelho sonoro em cada divisão da casa. Entro no carro, ligo o rádio. Chego à agência e, mesmo antes de me sentar, já escolhi o tema com que vou começar o dia de trabalho, banda sonora de um instante. E é curioso como a música certa está tão certa e a errada é como uma t-shirt num jantar de gala. Há alturas em que se abate o cansaço, cansaço de guitarras, de baterias, de blips e blops. Abro a pasta de MP3, percorro as letras e detenho-me no “B”, entre os Black Rebel Motorcycle Club e Brian Wilson, ali nas notas que me tocam vindas daqui.