segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

Sábado à noite.

Para quem não sabia é bom que se comece a informar dos programas num bar qualquer no Jardim do Tabaco, onde esteve a tocar Thomas Brinkmann. E como a noite era para ser longa ainda deu para dançar o som de Roman Flügel, no OpArt.

Ode pouco usual à lã.

Um pedido de desculpas a todos os que me vêem vestido com uma camisola de lã.

Repita comigo, por favor:

Gripe, infecção respiratória e amigdalite. Obrigado e as melhoras.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Os malditos asiáticos e a Bosta Grammophon que me venderam.

O meu leitor de CD’s e MP3 tem um volume máximo vergonhoso. Por mais que tente, não consigo ouvir Master of Puppets dos Metallica ou Tristão e Isolda por Carlos Kleiber de forma condigna.

Dizem que se o precário artefacto tocasse mais alto, eu poderia ficar surdo, e tal. Mas quem é que eles julgam que são? Um dia ainda lhes atiço o meu amigo Vairinhos que, com os seus Koss Portapro e a sua Creative, ouve a música tão alto que até lhe cai o chumbo dos dentes.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

T-Shirt (1).

A partir de hoje vou postar aqui ideais que podiam, no lettering e/ou imagem certos, ser uma t-shirt. E a primeira é:

WILL GATES

Entre o muito bonito sim senhor e o vómito.

Quem estava sintonizado ontem à meia-noite na Sic Notícias deve ter sentido mais ou menos isto ao ver o comentador Luís Delgado despir a capa de comentador, vestir a de Luís Delgado, continuar a defender Santana Lopes e voltar a comentador para mais uma vez defendê-lo. De seguida só somos trazidos à realidade do ridículo por Luís Osório, que inevitavelmente felicita Luís Delgado pela sua intocável coerência.

Paisagens desoladas.

Um pouco por todo o lado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

Mais vale tarde.

Resolução de ano novo, com o devido atraso: usar mais vezes a expressão anal-retentivo.

Olha o ignorante, com licença, olha o ignorante, deixem passar.

Nos debates pós-eleições fico a saber que a situação do país é complicada. Tem que se aumentar a produtividade e aumentar as exportações. Temos que nos aproximar a passos largos da China, sob pena de ficarmos mais pobres ou estagnados. Temos que aumentar o horário de trabalho para as 12 horas diárias, trabalhar aos Sábados e reformarmo-nos aos 70 anos.

Pasmado, interpreto que o futuro, ao contrário do que pensei até hoje, está no 3º mundo.

É nestas alturas que gostava de ter um comprimido que me fizesse esquecer todos os países menores que Portugal e com menos recursos mas que, ainda assim, a sua população é muito mais rica, culta e bem formada do que a nossa. Um exemplo: Holanda.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Os discursos de zero a 20:

- Paulo Portas: 19 (grande discurso, grande carácter, lucidez e sensibilidade como já há muito tempo não se via);

- José Sócrates: 14 (foi bom e fácil para o vencedor. É sempre mais fácil para quem cilindra);

- Jerónimo de Sousa: 14 (foi bom e aborrecido, como de costume. É bom ver o PCP com ânimo e votos);

- Francisco Louça: 12 (foi regular. Se não tivesse começado logo a cagar postas de pescada teria sido melhor, mas não se pode pedir mais. Quer dizer, pode: exportem o Fernando Rosas se faz favor);

- Santana Lopes: 0 / zero (foi o que se estava à espera: pequeno demais para assumir o que quer que seja. Medíocre e xico esperto, vigarista e arrogante. Inteligência é coisa que nunca teve e que desconhece por completo).

sábado, 19 de fevereiro de 2005

Estrela do mar.

O Palma é que a sabe toda.





X-files.

Desde que a Irmã Lúcia foi para pastos mais verdes, aqui o blog da malta registou um acréscimo significativo no número de visitas. Das duas uma: ou há por aí pessoal com doenças graves que anda para a googlar "três pastelinhos" para se despedir da freira alucinogénica ou quem ia a Fátima de joelhos ficou com mais tempo livre e decidiu começar a navegar na net. Seja como for, é grave, muito grave.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Depois ainda dizem que eu é que sou torcido.

E que digo mal de tudo e de todos e que assim pareço um bicho do mato, que, pelo andar da carruagem, ainda me transformo num misantropo inveterado, e tal.

Grande parte das pessoas de esquerda que conheço não sabe que Karl Marx era alemão.

Para quem só agora nos está a ver:

O fabrico caseiro desta casa não se resume só a lingua portuguesa. Calhou hoje estar nesta maré. Se este é assunto de pouco interesse para si, há uns bons posts lá para baixo sobre sexo e até temos uma bonita fotografia da Nicole Kidman.

História ou muerte!

Em termos de língua sou o mais conservador possível. Encetarei uma luta desenfreada contra todos os que obrigarem os poucos dicionários portugueses decentes a inserir a palavra “estória” nos seus meandros.

Confirma-se.

Onde moro, há um velho que diz: nos anos em que as canas espigam, não chove. Onde moro há uma nova que diz: em anos de eleições o Eduardo Prado Coelho, o Mário Soares e o Paulo Portas continuam a dizer defícil em vez de difícil.

I toldo you

Reconheço nos políticos esperteza acima da média por se suportarem tão bem uns aos outros. É inacreditável a paciência, ou cobardia, que os impede de ganhar a razão e os debates de repente.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

O que me apraz citar: Umberto Eco.

Um homem com convicções é pior que um mentiroso.

Gosto tanto de você, leãozinho.

A pior das mentiras arcaicas é a que diz: gostos não se discutem.

É inacreditável a disseminação desta teoria barata. Acompanha simples, da mais tenra franja da sociedade até aos complexos ecossistemas de modernidade e sapiência. Chega até a atingir alguns doutores, publicitários, torneiros mecânicos, putas e apreciadores de comida japonesa.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Redenção:



Já viram esta foto: veículos, espaços verdes e céu. Desta feita sem as artimanhas do Pastel de Nata (movimentos, rastos de luzes e coisas fora de foco). Bem boa.

E para dar razão ao Pastel de Bacalhau, e à sua escrita criativa, aqui fica o nome de um afamado estabelecimento de diversão nocturna na Costa da Caparica: Mastrobar.

Protesto:

O que os críticos das fotos do Pastel de Nata e dos erros ortográficos do Pastel de Bacalhau querem, sabe o Carlos Cruz.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

Luto ou não luto?

E quem acredita que os Pastorinhos andavam é em cogumelos da Cova da Eiria o que é que faz nestes dias?

Lembram-se?

Quando a palavra sindicância entrou meteoricamente na moda? Aqui há uns anos atrás, quando um iluminado qualquer a aplicou a um processo que envolvia o Instituto de estradas de Portugal e mais umas quantas empresas?

Foi tão bonito. Até hoje ainda estou para perceber o fenómeno das palavras que, de repente, entram para o top das mais utilizadas e depois desaparecem sem deixar rasto.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Justa causa.

Percebo que o Inverno se despede (com justíssima causa, aliás), quando os finais de tarde ficam assim, suspensos, entre o que veio e o que está para vir.





Palavras que gostava de ter inventado.

Arranha céus. Não é torre, não é prédio altíssimo, é o som da terra a rasgar entre a língua e o céu da boca.

Lars Von Sick.

Mas há algum filme na carreira do senhor citado no post anterior que não seja pornográfico?

Dogville style.

A falar com uma amiga que trabalha no ICAM, surge em conversa o grande Lars Von Trier. Apreciador da sua obra no geral, (e dos sininhos nas nuvens no final do Ondas de Paixão, em particular), fico espantado com o que para mim foi uma revelação não muito surpreendente: este grande doente começou a sua carreira como realizador de filmes pornográficos.

Este lindo dinamarquês não só começou a sua carreira com três X’s na classificação, como ainda hoje se diverte muito a realizar e a distribuir a sua produção de filmes onde o amor brota aos magotes.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Sou um homem doente.

Uma das meninas mais belas, que já andou de transportes públicos, senta-se em frente a mim com uma amiga. Entre outras coisas, fala do novo MG, dos seus extras e estofos em pele. Utiliza palavras como “bué”, “grisar”, e a expressão “sonoro” quando se refere ao equipamento de som e suas capacidades de débito de volume. Próximo assunto: novos pontas de lança, ascensão e queda de vários trincos. Termina este tema com uma abordagem às formas de marcação de livres indirectos, salteadas por nomes técnicos.

Tento levantar-me, após o atropelo do piercing na língua. Não sabia, mas sofro de dificuldades de locomoção cerebral pontuais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Found in translation.



Daqui, para aqui, com tanto em que pensar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Ah é para politizar? Ah é? Então cá vai.



Se alguém fosse capaz de me arrancar uma cruz seria esta criança que aqui vêem. Para todos os outros um branco, mais branco não há. A minha opinião em relação à forma como vivemos é uma fotocópia da do Gigante Agostinho da Silva: “o meu problema é que não me identifico minimamente com a sociedade em que vivemos”. Se não sabem, tivessem estudado.

Porque é que a Sushi Lover é a maior?

Primeiro porque gosta de mangueirinhas com peixe crú lá dentro, depois porque é uma portuguesa a viver no Japão, vai a campeonatos de Sumo e vive em jet leg permanente. Ah e porque lá ao longe nos tem visitado e linkado na sua curta lista de musts.

Vou votar.

Bloco de Esquerda, mas só porque sim.

Monstros aos 3 anos.

- ó mãe, os monstros têm olhos?
- Claro que não, até porque os monstros nem sequer existem.

- ó mãe, os monstros têm boca?
- então se eles não existem, Afonso...

(minutos depois)
- ó mãe, então para que é que servem os monstros?

É bom estar rodeado de doentes.

A entrar na sala onde trabalho deixo escapar o fim de uma conversa tida no corredor de fumo: '...só 9 volts, chega'. Interpelação à Tentúgal: 'Porque é que eu acho que vocês estão a falar de mamilos?'. E assim se ganham quantias iguais ao euro milhões.

Piada fácil, mas sazonalmente justificada.

À conversa com amigos de ambos os sexos, revelo, em contexto, uma experiência sexual cobiçada pela (maior) parte masculina: a diversão não com duas, desculpem lá aconteceu assim, mas sim com três raparigas em simultâneo. Enquanto fechavam a boca um deles arriscou: Epa ganda folião!

É oficial.

o meu pedido de desculpas a todos os que aqui vêm e notaram a minha prolongada ausência. Ou não.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

Manifesto político velado.

Preciso de outros colos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

Bonés e barretes não contam.



Nenhum homem o é de verdade antes de comprar um chapéu digno desse nome. Ah, pois é. Na senda das eleições, do Entrudo mas, acima de tudo, do bom gosto, cumpri este ponto no fim-de-semana.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

Hoje no Público:

Turco que tentou matar Wojtyla desejou-lhe agora rápidas melhoras.

O Pastel de Tentúgal Errou.

Afinal, o Sr. Pedro com cabelo ridículo ganhou o debate. O outro é mesmo, e ontem foi muito, engenheiro.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

Amigo do peito.

Só um amigo destes é que vos dizia que este DVD está a €9,95 na FNAC.

Se todos os rostos contam uma história.

Que história conta este?



Moçambique, 1999

Desperta-dor.

Assim que se levanta, o Sr. Pedro Santana Lopes deve pegar numa moca, daquelas de azinho com pregos que se vendem na feira da Azambuja, e macerar empenhada e repetidamente a sua grande cabeça.

Esta é a melhor parte do seu dia. Depois, é só enfrentar as agruras da incompetência diária. Nunca vi tamanha cavalgada em direcção ao suicídio politico e pessoal.

Acho que para o debate de hoje, basta ao Sr. com nome de filósofo ficar sentadinho e sossegado a ver o Sr. Santana a tratar da sua própria sepultura.

Uma pergunta que não há meio de se levantar:

É da minha vista, ou os livros de auto-ajuda deviam estar na secção de auto-atrapalhação?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

Serviços secretos.

Os Interpol, donos e senhores de um dos melhores discos do ano passado e um dos melhores dos últimos anos, andam em tourné e passam por Madrid um dia destes. É nestes alturas que dá vontade de ser anexado.

Tráfico de Haemophilus influenzae.

Isto está bonito, está. Depois do de Tentúgal, agora é o de Nata que está sobre influência da gripe (passo a redundância). Só falta mesmo o de Bacalhau ficar de molho. Ficam as salmonelas invejosas por não serem as únicas a influenciar a assiduidade negativamente (ai, ai, um advérbio).