quinta-feira, 31 de março de 2005

Eu amo estas dúvidas existenciais. Estas, que são as mais importantes de toda a humanidade.

Da série tenham a bondade de me auxiliar:

Alfinete de ama, ou alfinete de dama?

Só ontem é que reparei.

Tenho andado a dormir com a Stussy.

Esgotem isto.

Numa altura em que as revistas lixo disputam info de quem foi ou não toxicodependente, teve ou não experiências sexuais mutantes e está numa quinta com nome de aeroporto espanhol, há que destacar o último número da revista Linhas&Pontos: um mês para viver no limite com a possibilidade de burdar a Irmã Lúcia em ponto de cruz.

quarta-feira, 30 de março de 2005

Gang Bang Gastronómico.

(Post única e exclusivamente dedicado à Musa, a nossa senhora destes três pastelinhos tresmalhados.)

Musa: queres casar connosco?



Repara na subtileza da tua cidade natal como pano de fundo. Merece um sim, ora bolas.

segunda-feira, 28 de março de 2005

Desculpem-me o advérbio, mas não consegui evitar:

O mundo divide-se entre as pessoas que estendem a roupa metodicamente e os que lêem.

Bacalhau, tens um minuto?

Gostava de folar contigo.

Ainda a Páscoa.

Desculpem glosar um tema que já de si é o que é, mas vale partilhar estes dois grandes Hinos de, trocados por SMS entre amigos:

(cantado) Tenho uma amêndoa no canto do olho, tenho uma amêndoa no canto do olho...

(cantado) Ovo levar-te comigo, ovo levar-te comigo...

domingo, 27 de março de 2005

Insónias.

O sono é altamente sobrevalorizado.

Da mudança (2).

Alguém talentoso e com uma imaginação prodigiosa, como o Eduardo Prado Coelho ou o João César das Neves, devia criar um nome para este período de tempo em que andamos assim, entre a casa antiga e a nova, sem que nenhuma delas, de facto, nos pertença. Não que faça falta (o nome), mas dá jeito poder ter uma palavra com a qual suspirar.

Da mudança (1).

A vida que não cabe na traiçoeira memória cabe toda em duas dúzias de caixotes.

Sabe bem ter-te por perto.*

Noite de apresentação do álbum de estreia de Donnamaria, a nova sensação de "fado electrónico", "pop luso-urbano" e tudo o mais que caiba na imaginação jornalística, no Santiago Alquimista. A guitarra portuguesa e o acordeão deram o toque "amélieliano" a uma noite que se quer para mais tarde recordar. O que, parece-me, não vai exigir um grande esforço de memória.

* "Quase Perfeito", tema do disco de estreia de Donnamaria "Tudo É Para Sempre".





quinta-feira, 24 de março de 2005

The Life Bizarre With Wes Anderson.

Depois dos "movie brats", os "movie weirdos". A nova geração de realizadores de hollywood tem muito pouco ou nada a ver com a segunda maior indústria cinematográfica do mundo. Spike Jonze, Alexander Payne, Paul Thomas Anderson, David O. Russel e Wes Anderson têm tudo o que os realizadores "independentes" têm ("final cut", liberdade criativa, tempo), e os orçamentos chorudos das grandes produções. E isso vê-se como nunca antes na nova aventura de Anderson, o Wes, "The Life Aquatic With Steve Zissou", uma história de amizade, paternidade e solidão coberta por um "pastiche" da vida e trabalho do mais mediático explorador subaquático de todos os tempos, Jacques Costeau.

O filme anterior de Anderson, "Royal Tennenbaums", já indiciava a patologia saudável do senhor em questão, mas em "The Life Aquatic" essa forma peculiar de ver e avaliar o mundo e as relações interpessoais atinge um novo patamar, muito próximo da perfeição. Para além de tudo, "The Life Aquatic" é Seu Jorge a interpretar versões portuguesas de temas de David Bowie (sobretudo da fase Ziggy Stardust), Owen Wilson a justificar porque é que é um dos melhores actores cómicos da actualidade (há ali um "underacting" que seduz) e Bill Murray a erguer o dedo do meio, num amistoso e muito saudável "fuck you" a todos aqueles que lhe recusaram o epíteto de "melhor actor de comédia vivo".

Pode ser que a academia se distraia e lhe dê o óscar em vida.

Trespasse.

Só para dizer que se a Musa e o Bruno quiserem tomar conta aqui da loja, a gerência agradece. Aliás, o nosso blog é só aquela coisa à volta dos vossos comentários. Tomara muito blog, meus amigos, tomara muito blog ter leitores assim.

quarta-feira, 23 de março de 2005

Vai ser tão bom, não foi?

Ele era tão precoce, tão precoce, que usava a palavra precoce antes do tempo.

Este disparate foi fruto da estupidez colectiva e simultânea dos três pastéis.

terça-feira, 22 de março de 2005

E no princípio era o verbo:

afagar.

Em princípio, não.

Descobri hoje que a expressão bíblica “No principio era o verbo” é das mais complicadas de interpretar. Eu nunca a percebi e hoje, em conversa com gente inteligente, ninguém me soube explicar como se eu fosse uma criança de quatro anos.

Percebo o conceito e alguns dos contextos onde é utilizada, mas “Verbo”? Que porra é esta de “Verbo”? “Verbo” porquê? Lembram-se de cada coisa! Eu sei que “Verbo” é utilizado, por vezes, como um sinónimo de Deus, mas porquê, é a pergunta que faço.

Tenham a bondade de me auxiliar – parte 2.

domingo, 20 de março de 2005

Feira de Vaidades (2).

Os patrocinadores fazem tudo por tudo para abafar as luzes da passerele e desdobram-se em espaços e soluções cada vez mais cativantes, envolventes, dignas de registo. Claro que também pode ter sido vodka, só pode ter sido do vodka.







Feira de vaidades (1).

Beautiful people em barda, muitos galos com respectivas cristas, arrivistas, moderninhos e algumas das figuras que marcam o jet-set (no nosso caso, não deve passar do jet-três, mas enfim) nacional. Ana Salazar deu voz à filha, Rita, que faz bem mais do que a sua obrigação. Ah, e o "Neue Luthersche Fraktur" do Michael Meyer, a companhia e o vodka tónico fizeram o resto.



sexta-feira, 18 de março de 2005

3ª idade.

Quando me perguntam qual o último filme que vi, invariavelmente respondo “metade do _________________” (preencher o espaço em branco, se faz favor). Deve ser do cansaço, só pode ser do cansaço.

quarta-feira, 16 de março de 2005

Esta é que é esta.

Sempre me fez confusão a inércia de certas pessoas. Os jogos de dominó no jardim dos reformados, as telenovelas das donas de casa alugada e outras incapacidades. Sei das razões empíricas e conheço as taxas de alfabetização da geração anterior.

Agora a minha teoria:

As pessoas ditas simples são muito mais sensíveis do que as letradas. Evitam os dramas dos filmes bons e não lêem desgraças menores do que as delas. Ouvir os Joy Division a chorar ou ler Werther de Goethe não lhes interessa. Para quê? Não bastam já as fatalidades que não podem evitar? Claro que bastam. Então qual é a graça?

No fundo as grandes histórias, poesias e óperas não são mais do que imitações da realidade. Endeusadas e artilhadas, mas imitações são o que são.

Gostam os meninos de viajar até à América do Sul e África para viver experiências novas? Porque não viajam, por exemplo, na carreira que parte de Alenquer para Vila Franca de Xira às 7:30 da manhã? Conheceriam de certeza muitos dos Aurelianos Buendía e Úrsulas da vida real. Ainda por cima muito mais vivos do que os do 100 anos de solidão.

P.S. Para que conste, conheço também as teorias que falam mal da arte em geral. As que dizem que esta não passa de mera distracção para presumidos e outras coisas que tais. Poupem-me. Nietzsche e Umberto Eco é no guichet ao fundo à esquerda.

Poltergeist 7.000.000.

Foi este o número que me ocorreu ontem à noite a zappar em casa - a quantidade de partículas de vidro acabadinho de explodir, vinda de um televisor, em recta de colisão com a querida face da filha de Demi Moore em Striptease. Há frames assim: despoletam sentimentos.

terça-feira, 15 de março de 2005

Ódios de estimação.

Caixilharia de alumínio e pessoas que se metem na vida dos outros. Não necessariamente por esta ordem.

Alçapão.

Devia ser possível, comprável ou vir de série: um botão com ergonomia joystick, discreto quanto um acessório de moda, para podermos carregar, abrir um alçapão e ouvir o eco da última sílaba proferida por quem nos agrediu cerebralmente. A falta que isso me faz e o sub-mundo que se criava.

segunda-feira, 14 de março de 2005

Tomem lá uma foto para intitular se faz favor.



Não é por preguiça é mesmo por "Tenham a bondade de me auxiliar".

sábado, 12 de março de 2005

Clearasil, pianos e rock'n'roll.

Depois de ter menosprezado as raízes rurais do miúdo, a opinião que cabe ao concerto de Mr. Rufus Wainwright, com os Keane na segunda parte. Som do grande Rufus: uma miséria, como infelizmente vai acontecendo a quase todas as bandas de suporte. Uma vergonha. Enfim, fechou-se os olhos, imaginou-se os dias da Aula Magna e a coisa ficou sarada.

Os Keane, não estando no meu TOP 100 de bandas preferidas ("Hopes And Fears" é um disco razoável, muitíssimo bem produzido, mas a atirar para o monótono), beneficiaram de um som bastante acima da média para o que o é habitual no Coliseu e de uma base de fãs abaixo dos dezasseis anos que lhes ofereceu um concerto de consagração em início de carreira. Um manifesto exagero, mas ainda assim serviu de catalizador para a performance dos meninos, que foi eficaz e, como se pretendia, entreteu. E, sim, Susana, confesso que aquela parte do "Bend And Brake" em que a música reduz o tempo para metade também me dá um certo frisson na espinha.

Agora, é esperar por dia 24 de Abril para tirar a barriga de misérias.

I still love you, though New York.



Depois de uma manhã na Loja do Cidadão.

Descubro que sou aquela coisa que vem agarrada ao BI e ao cartão de contribuinte.

sexta-feira, 11 de março de 2005

Das rosetas nas bochechas.

Podem tirar o vocalista dos Keane do campo, mas não podem tirar a sopeirinha que há no menino.

quinta-feira, 10 de março de 2005

One man guy, I'm a one man guy.

Hoje à noite, há para aí uns míúdos (Franz Ferdinand com borbulhas ou Coldplay wannabees, já ouvi de tudo um pouco) que vão ter a honra de encerrar o concerto de um homem à séria. Enfim, um cantor e pêras.

quarta-feira, 9 de março de 2005

A menina dança?

Ela era pouco mais velha do que eu, mas quem nos visse a dançar com o compasso trocado e o pé esquerdo no lugar do direito, como só os adolescentes fazem, juraria que a diferença de idades ultrapassava o par de anos. Era inverno e as camisolas de lã saídas das agulhas de tricot das nossas mães impediam que distinguíssemos o calor da sala do calor dos nossos corpos. Era o tão temido e desejado momento dos slows e foi ao som do agora confragedor “Should’ve Know Better” que percebi que, afinal, as raparigas não são assim tão assustadoras, nem assim tão estranhas, nem os bichos do mato que a minha imaginação tinha desenhado.

Esta dança intemporal aconteceu há mais de 15 anos. Hoje, o calor é o mesmo, os corpos também, os medos são extensões dos antigos. Só a música mudou ligeiramente, como as armações dos óculos que escondem as lágrimas que teimas em prender.

Você não é louco, só precisa de ajuda.

São os Stone Roses, pois claro, mas também a Beta Band, é óbvio e incontornável, são os Smiths, aqui e ali, já no refrão são os Zeppelin, depois os Happy Mondays. São os Kaiser Chiefs e ganham o prémio vitalício de melhor música do mundo desta semana, com o fabulosamente esquizofrénico “Oh My God”.

Varrem-se as migalhas.

O lambaz limpa a mesa e limpa a testa. Foi um dia perfeito. O Ronaldinho e o Mourinho encarregaram-se de não desiludir. Arrumam-se as sobras e o juízo que quase perdi no segundo golo do Barcelona.

Meus amigos, estou danadinho para começar uma conversa subordinada ao tema “há milhões para estádios de futebol e não há para hospitais e escolas”. Já tenho ligaduras nas falanges.

terça-feira, 8 de março de 2005

É oficial.

O dia perfeito acabou de ficar ainda melhor. O Vitinho Playmobil, trouxe umas garrafinhas miniatura de Champagne da British Airways oriundas da sua visita a Londres no passado fim-de-semana e colocou este dia nos píncaros da sabedoria, cultura e boa vida.

Imperial e tremoços.

Pastéis e companhia rumam a terras de Vila Franca de Xira para acompanhar os derbys que se espalham um pouco por esta Europa fora. Talvez não seja má ideia avisar o de Tentúgal, uma vez que é o único com Sportv. Afinal, quando se recebem visitas de estado convém ter o congelador devidamente atestado.

Such a perfect day.

Chelsea versus Barcelona logo na TV e almoço no Painel de Alcântara. Se houver um dia mais perfeito do que este, por favor avisem-me.

Pára tudo.

Não sendo um aficcionado de bola nunca é demais lembrar e glorificar os dias de hoje e de amanhã:

Chelsea-Barcelona
Milan-Man.United
Juventus-Real Madrid

E assim se desculpam os milhões à volta disto.

A definição de futebol na sua contemporaneidade está nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Dia Mundial das Otárias.

Parabéns a todas as mulheres (e homens) que valorizam este dia como tal.

segunda-feira, 7 de março de 2005

National Geographic.



É mesmo national, mas não digo nem conto. Foi por sítios assim que se inventou uma das palavras mais cobiçadas de sempre. Sabes, tenho um segredo para te contar...

sexta-feira, 4 de março de 2005

Relações Seinfeld.

- Tocaste-lhe na mão?!
- ... (foda-se)

quinta-feira, 3 de março de 2005

E não digam que não avisei.

Amanhã Ricardo Villalobos@Lux.

A big fucking television.

Acordar cedo, chegar a horas, ser rentável, produtivo, água, luz, gás, net e tv cabo, família, amigos, vida social, carro, casa, seguros, planeamento, finanças, multas, férias e fins de semana programados, estar informado e de cara lavada. Já não quero nada disto: Desvios comportamentais, amigos.

Verdades universais.

"O que é uma parede? É onde se colam cartazes com a cara da Margarida Marinho."

O que é um axioma? É um post escrito por este senhor.

Só não vê quem não quer.



A China vai ser a maior potência mundial dentro de muito pouco tempo. Ainda para mais, com a história que os meninos têm, vão aguentar-se por muito mais do que duzentos anos, digo eu. Os ocidentais que se cuidem e que estudem.

Querem ver que o socialismo sempre resultou?

quarta-feira, 2 de março de 2005

Por falar em cinema,

terça-feira, 1 de março de 2005

A vida é injusta.

Acho mal, pois claro que acho mal que a Hillary Swank não tenha ganho o óscar que lhe era devido.