sexta-feira, 29 de abril de 2005

Fatwa.

Se descubro quem foi o génio que inventou o poncho, a tentativa de peça de vestuário mais inútil e ridícula de todos os tempos, pego no meu cinto de bombas e faço da perseguição ao Rushdie uma brincadeira de putos.

Tivesse estudado.

Madrid tem a movida, a fuencarral, o Reina Sofia e o Prado. O Prado é um museu interessantíssimo para pessoas que sofreram lobotomias recentemente. Obviamente que como pessoa com estudos que sou reconheço a importância de Goya, Velasquez e seus amigos na história da arte e na construção daquilo que é o panorama artístico hoje, mas, arre, é uma seca que só visto. Aliás, nem precisa de ser visto - vão pela minha palavra. Claro que, no meio do deserto, há um ou dois oásis, como esta fabulosa criação da Via Láctea.

À frente(?).

Lido nesse grande jornal gratuito, de distribuição massiva e referência europeia - Metro: O primeiro ministro japonês quer combater o aquecimento global através da abolição do uso de gravata durante o verão. O político quer com esta medida diminuir a utilização de aparelhos de ar condicionado, ou outros aparelhos de refrigeração nocivos para o ambiente, nos escritórios do país.

Respect.

Africa Bambaata DJ Set.

Tapas e boquerones.

Enquanto não chega o tempo para escrever sobre Madrid, fica o aperitivo.

Velho.



E cansado. É assim que me sinto.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

O fim do Sem outro assunto de momento.

Agora é o Oportunamente arquive que está dar, segundo o escrivão do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, 1º Juízo - 2ª Secção. Olha, gosto.

quarta-feira, 27 de abril de 2005

É a invenção de piadas como esta que arruinam as minhas tardes de trabalho:

- Oh! Dama! Vou decantar-te uma escanção.

terça-feira, 26 de abril de 2005

Bom dia. Está aberto o concurso para “Quem apanhou a maior estopada no Domingo”

Candidaturas para a caixa de comentários. Deixem o tempo total, a estrada e o destino. Hora de partida e hora de chegada.

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Exorcista, O.

Deu ontem na RTP1. Não vi, revi uma parte. E fiquei a pensar se era ou não legítimo questionar porque é que o Belzebu só tinha poderes num raio de acção restrito às quatro paredes do quarto da Regan.

Canas, tapas e rock'n'roll.

Interpol, Prado, Fuencarral, Chueca, The Room, gargalhadas e abraços. Vemo-nos por aí um dia destes.

Paleolítico muito inferior.

PC avariado em casa, sem net durante dois dias na agência, infoexcluído, analfabruto, distante de toda e qualquer noção de realidade. Nunca me senti tão próximo do Alberto João Jardim.

quinta-feira, 21 de abril de 2005

A propósito de escrever qualquer coisa séria, e já que é um dos bastiões do novo papa:

A tirania do relativismo sobre o essencial. Sim, ou não?

terça-feira, 19 de abril de 2005

Eu avisei.



Cá está. O mestre, ele próprio. Com o seu bigode inultrapassável a afagar um dos petiscos que apenas os eleitos conhecem. O Tony, pois então.

E agora mais uma prova da estupidez ilimitada do ser humano: uma vez, ouvi o mestre a contar que tinham lá ido ao restaurante uns senhores de uma associação protectora de animais para o tentarem demover de assar as lagostas ainda vivas.

E agora, para algo completamente igual:

Este pastel, e só este, não gosta da modinha da comida japonesa. Não gosta do seguidismo pseudo-intelectual nem dos observadores atrasados dos fenómenos culturais norte americanos ou simplesmente nova iorquinos. Ainda por cima, tenho a sensação de que os aficionados desta moda são quem pior fala dos Estados Unidos. Enfim, não gosta. Este pastel gosta muito de quem é dono da sua própria cabeça.

Mas isto é só este pastel. Quando recuperar do enfardamento que os outros dois me vão aviar, venho cá e coloco imagens de lagosta grelhada e de ostras no Tony Bar em Sesimbra.

Jet-lag gastronómico.

É que ir e vir a Tóquio num par de horas deixa mazelas, como a permanente vontade de lá voltar.

Post com tradução simultânea para aqui.





segunda-feira, 18 de abril de 2005

Se puderem.

Não percam o resto do ciclo Figuras da Dança no Cinema, na Culturgest. Notável a actualidade visual e sonora destas películas em confronto directo entre o tribal e o urbano (visual), entre o tribal e o tecno (sonora), reveladas a meio do séc.XX.

Metrossexualidade.

Não revelo quem o quê, mas os pasteis andam à volta, cada um de sua vez, com dermatologistas, pedicures e cabeleireiros. E como alguns viram há uns posts atrás, até de mãos dadas já andámos.

domingo, 17 de abril de 2005

Um dia,

ainda vou escrever a minha opinião em relação a uma série de coisas vitais, como a importância dos cabeleireiros na sociedade contemporânea, para depois ser crucificado aqui ou ali. Depois também quero ver se fazem uma corrente mundial de mails, dirigidos ao Palácio de Belém, a reclamar clemência para esta pobre vítima da intolerância capilar.

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Rock'n'roll, rock'n'roll&rock'n'roll.

Olha agora.

Querem ver que estou perto de pela primeira vez na vida comprar um livro de poesia? Sem grandes defesas ao argumento eu-não-leio-poesia, encontro nos últimos tempos uma excelente rúbrica do José Mário Silva do bde - 'Um landay por dia', frases de uma construção tão simples (na tradução) e com um conteúdo tão, deculpem-me a palavra mas é mesmo esta, belo. Ok, bonito. E lá vou eu à procura d'A Voz secreta das mulheres afegãs - o suicídio e o canto', da Cavalo de Ferro.

Não quero ser rico.

E agora? Como é que apareço aos meus amigos? Ainda vão pensar que eu sou mais bicho-do-mato do que já pensam. Só sei arranjar problemas.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Desfocado e arrastado.





Logh ao vivo no Santiago Alquimista.

terça-feira, 12 de abril de 2005

Generation Gap.

O meu pai sempre me disse e insistiu:
-...vá, beber tudo o que está no jarro.

Pois. E a tarde, quem é que faz a tarde?

- Minha querida, olha o que eu tenho aqui para ti.

- Fotocópias do dossier da Maçonaria com os nomes todos da PIDE? Por breves instantes ainda pensei que fossem aqueles óculos de sol gigantes, a dizer Dior assim de lado.

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Não te mexas.

Mexeste-te.

Sem título.

Room with a view.



O Euromilhões.



Não me saiu a mim, mas saiu a alguém cá de casa. Ontem à tarde, abandonado no meio de um campo, lá estava ele, amarelo reluzente, gigante e poderoso: Caterpillar D9R. O mais novo e bafejado membro da família que o diga. Brilhos destes no olhar só aparecem até aos 10. Já o avisei.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

No Petrol Emotion

Há um antigo terminal ferroviário, industrial ou de manobras, na Póvoa de Santa Iria que me deixa curioso. Lá estão, ou ficaram, esquecidas carruagens de 1ª e 2ª classe, automotoras e até uma locomotiva. Reparo que são vítimas de graffiti diariamente, todas as manhãs acordam a contar novas histórias.

Alguns fazendeiros brasileiros que vivem perto do Amazonas, ferem uma rês, a mais doente ou fraca, e deitam-na às aguas do rio antes de atravessarem com a manada para a outra margem. Serve isto para atrair os cardumes de piranhas. Enquanto estas devoram o animal ferido, os outros atravessam as águas sem problemas.

Ocorreu-me que a CP, baseada neste conhecimento de engenharia vernacular, poderá ter adoptado este procedimento para evitar os devoradores de bom senso e, pior que tudo, de bom gosto. Assim, alguns dos espécimes do meio de transporte mais civilizado de sempre poderão viver fora do alcance dos caçadores de peles.

Orientação vocacional.

E se Edward Hopper tivesse tido uma Leica?

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Doçaria regional.

(À saída da FNAC.)

Pastel de Nata: "Olha, viste, era a Maria João Ruela..."
Pastel de Tentúgal: "Quem é a Maria João Ruela?"
Pastel de Nata: "É uma das pivots do telejornal ds SIC... e lá dentro estava o Nuno Markl, não viste?"
Pastel de Tentúgal: "Dentro da Maria João Ruela?"

Sim, é com isto que tenho de viver todos os dias.

Vai ser a América.



Um helicóptero americano e um velocípede italiano. Todo o apoio internacional não será demais para ajudar o programa Polis na Costa da Caparica.

terça-feira, 5 de abril de 2005

Dúvidas, dúvidas.

Richard Cleyderman a tocar no átrio de uma entidade municipal será considerado Música de Câmara?

Para quem não gosta de desportos motorizados,

sugiro a realização do 1º Grande Grémio do Mónaco.

segunda-feira, 4 de abril de 2005

A melhor invenção da humanidade:

- As calças de cintura descaída.

A pior invenção da humanidade:

- As calças de cintura descaída formato XL e XXL.

domingo, 3 de abril de 2005

Da mudança (3).

Uma das poucas vantagens de mudar de casa é ter a oportunidade de rever uma série de objectos que tínhamos dados como perdidos ou cuja idiossincrasia o tempo se encarregou de cobrir. Até ao dia em que peguei nos livros para os encaixotar e decidi abrir meia dúzia deles, ao acaso. É como diz aquela grande escritora cujo nome agora não me recordo, não há mesmo coincidências.

Next big thing.

Quais Kaiser Chiefs, M.I.A. ou LCD Soundsystem. O que está mesmo a dar é SMS TV, meus amigos, canal 49 TV Cabo. E depois não digam que não vos avisei.

Para vocês se calhar não.

Mas para mim: Ai o domingo.

Eu não vejo o Herman SIC.

Mas não deixo de estranhar cada vez que passa uma auto-promoção ao programa. É que pelas imagens que mostram de outros Hermans SIC, a anunciar quem lá vai estar desta vez, ficam as perguntas: quem é que ainda não esteve ao Domingo nos estúdios de Carnaxide? E para que é que serve um programa que já deu?

Como é que é?

Se toda e qualquer religião tem como principal pilar a procura ou manutenção da paz, quer dizer que os senhores da guerra são todos ateus?

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Poderosa/Vigorosa.

A madrugada de ontem no lux a ouvir T.Raumschmiere no 10.

(Post escrito com a preciosa ajuda do Tentúgal. Chegassem a casa às 8 da manhã.)