sexta-feira, 8 de abril de 2005

No Petrol Emotion

Há um antigo terminal ferroviário, industrial ou de manobras, na Póvoa de Santa Iria que me deixa curioso. Lá estão, ou ficaram, esquecidas carruagens de 1ª e 2ª classe, automotoras e até uma locomotiva. Reparo que são vítimas de graffiti diariamente, todas as manhãs acordam a contar novas histórias.

Alguns fazendeiros brasileiros que vivem perto do Amazonas, ferem uma rês, a mais doente ou fraca, e deitam-na às aguas do rio antes de atravessarem com a manada para a outra margem. Serve isto para atrair os cardumes de piranhas. Enquanto estas devoram o animal ferido, os outros atravessam as águas sem problemas.

Ocorreu-me que a CP, baseada neste conhecimento de engenharia vernacular, poderá ter adoptado este procedimento para evitar os devoradores de bom senso e, pior que tudo, de bom gosto. Assim, alguns dos espécimes do meio de transporte mais civilizado de sempre poderão viver fora do alcance dos caçadores de peles.