segunda-feira, 16 de maio de 2005

A Guerra dos Mundos

Foi na semana passada. Tudo começou no Painel de Alcântara e com um dos melhores arrozes de garoupa de toda a existência. Estarreci, iluminado/abençoado com tamanha dádiva de vésperas de 13 de Maio (cada vez acredito menos em coincidências).

Como se não me bastasse ser um dos homens mais felizes daquela noite, procurei o zénite dos zénites num puro Fonseca echo a mano – Habana.

Lá está, os dois portentosos e desmedidos prazeres entraram rapidamente em confronto, quais dois mandris dominantes, daqueles que até matam leões quando acordam mal dispostos. Com as entranhas a refulgir e com a digestão completamente sustida, suores frios de ruína inundaram-me a fronte desfigurada pela adivinhação do fim.

No meu estômago, casa do confronto supremo, nasceram várias marés de palidez em poucos minutos. Só depois de muitos copos de água morna e correntes de ar na cara, o som da calamidade esmorece. Pequenos raios de acalmia vislumbram-se no horizonte. O céu cor de chumbo começa a dissolver-se e um pequenino mas dorido sono apareceu.

Quinta-feira há mais.