quinta-feira, 30 de junho de 2005

Ah, poeta.

(No restaurante do costume, alguém justifica a necessidade de tratar bem os empregados de mesa, porque “entre a cozinha e a mesa vai uma grande distância”. O Tentúgal, inspirado pela ocasião, recita o seguinte pedaço de génio.)

Entre a mesa e a cozinha
Vai uma grande distância
Cuidado não escorregues
Nessa casca de melância.

O contexto é tudo (1).

(Conjunto de frases soltas ouvidas em conversas alheias ou nem por isso.)

Eu antigamente era muito presa dos intestinos.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Soube que alguns povos primitivos nunca associaram a cópula com o nascimento de crianças.

Na selva, nove meses é realmente uma eternidade.

terça-feira, 28 de junho de 2005

Busy.

Se tivessem ganho emprestada esta pilha de CD's o que é que estariam a fazer?

Os pastéis também coram.

Anda para aí malta a lincar-nos à parva, como se isso fizesse algum sentido. De qualquer maneira, muito obrigado aos amigos malfadado, bomba inteligente, blog de esquerda, letra minúscula e, claro, alice, entre outros. Agora parem lá com isso.

Post aberto à minha amiga de adolescência Raquel, a arquitecta.

Manda lá um mail para os trespastelinhos@yahoo.com, que não sei como é que hei-de contactar-te. Beijo, até já.

La palisse.

Resposta de Paul Thomas Anderson, quando indagado sobre a escolha de temas de Aimee Mann para ilustrar a quase totalidade da banda sonora do seu opus, “Magnolia”:

“Because she’s so fucking cool.”

Ainda há dúvidas?

segunda-feira, 27 de junho de 2005

As raparigas bonitas são como os países africanos.

Em vez de escrever um post como deve ser para aqui, fiquei a ver um programa da TVI em que umas metades de casais testavam a fidelidade da outra metade. O programa tinha duas coisas boas: o público e uma morena a quem chamavam sedutora.

O primeiro era lindo e genuíno como deve ser. A segunda, tal como os países africanos, limitava-se a usar os seus recursos naturais para viver e impressionar. Era simples e pobre mas vivia bem com o que tinha. Aliás, com tanta coisa à mão de semear percebo bem a inércia da sua cabeça.

Princesas e heróis.





sexta-feira, 24 de junho de 2005

É a ironia, estúpido!

Andar de carro em Lisboa é quase tão seguro como fazer férias na Faixa de Gaza.

- Obrigado, obrigado. – Disse, com as mãos a estrangularem-se e os olhos no céu do quarto.

- Meu Deus, muito obrigado por tê-lo feito leitor e heterossexual.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Parece que foi ontem.

Que me introduziste na arte da apanha da conquilha. O segredo está no menear do pé, dizias. E na hora de despertar, mas para isso sempre contei contigo, que só um velho lobo do mar trata as marés por tu, como sempre fizeste.

Tenho saudades tuas, velhote. Um abraço apertado. Vemo-nos por aí.

PS: Post excessivamente confessional, mas, bolas, o meu avô merece.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Voto em branco.

De tudo aquilo que me agrada na blogosfera (grande parte deste benefícios já foram sobejamente elogiados pelos meus colegas cibernéticos), talvez o maior destaque vá para a democracia inerente ao próprio conceito deste sistema de organização de opiniões – quem quer, publica, quem quer lê, quem quer, critica, quem quer aceita, quem quer, elogia, quem quer, ignora. Se pensarmos bem, é a esquerda no seu funcionamento mais utópico. E eu, que até andei nas caravanas do Soares nos idos 80’s, e que dormi em sacos de cama ao relento e comi azedas colhidas à berma da estrada, não há nada que me pareça abusivo. Ou quase nada.

Allen&Allen.

Qualquer filme de Woody Allen é melhor do que um fime qualquer.

Óh Doutora venha cá!

terça-feira, 21 de junho de 2005

As voltas que a vida dá.

Da minha janela.

- Um falcão, andorinhas, pardais e pombos.
- Diferentes classes de nuvens.
- Uma bola de fogo intensa que nos arrelia durante o dia, mas tem um curioso poder calmante quando atravessa a linha do horizonte.
- O arco do Praça de Espanha, que em tempos foi um amontoado de peças, como um puzzle à espera de um par de mãos laboriosas.
- O novo Teatro Aberto, com o simpático restaurante Pano de Boca em primeira linha.
- A densa vegetação da Embaixada de Espanha, recheada de árvores frondosas, muitas delas cujos nomes não sei pronunciar.
- A bolsa, os bancos, os hotéis, os neons quando a noite cai.
- A Gulbekian, com a estátua do Calouste em destaque.
- O vai-vém diário de milhares de carros, de todas as cores, tamanhos e feitios, todos eles devidamente equipados com as suas majestosas buzinas.
- Andaimes ao perto, aindames ao longe, sinais de que a cidade não pára de inchar.
- Prédios bonitos, prédios feios, prédios abandonados, prédios recuperados.
- Aviões que partem, mas sobretudo aviões que chegam.

O chão que ela pisa.

A sétima arte encarregou-se de perpetuar a expressão “o som de pequenos passos no corredor” como um sinómino para a vontade indómita de paternidade ou maternidade. No meu caso, os passos no corredor que ouço diariamente são sinais de outras vontades, de outros anseios, de outros sorrisos, sim, definitivamente de outros sorrisos.

Oxímoro vitivinícola.

Todas as garrafas de vinho deviam vir acompanhadas de um queijo de azeitão e de um tabuleiro de Catan.

“A solution to the stem cell dilemma that even the Vatican can love.”

“Teratoma tumors are quite natural: a dense ball of teeth, hair, and skin, a ghastly grab bag of organs like some random Frankenstein. Perhaps the ugliest thing in medicine.”

Não é que seja muito simpático mas este artigo deixou-me com o credo nem sei bem aonde.

Noite de núpcias.

A minha já foi, com o Pastel de Bacalhau e outras iguarias que tais. Foi tão bom para vocês como foi para mim?

Primavera/verão.

Nós, metrossexuais confessos com colecções completas da El Mueble e Saberes e Lavores na prateleira, não somos indiferentes às modas. Por isso, solstício oblige, cá estamos nós, mais verdes, mais leves e arejados, enfim, mais do seu agrado. Já a seguir, a tal salada de milho que lhe prometemos, com a nina em surdina.

segunda-feira, 20 de junho de 2005

O primeiro dia do resto da tua vida.





Ambas as duas.

Domingo à tarde. Como manda a tradição, vou ver um filme digno do epíteto, aproveitando o ar condicionado absurdamente forte das salas de cinema nacionais. Calhou a sorte a "Mr. and Mrs. Smith", a badaladíssima comédia de acção que colocou Mr. Pitt e Miss Jolie no índice do "Kama Sutra - Edição Revista E, Com Sorte, Aumentada". Do filme, a salientar o melhor par de que há memória no cinema dos últimos anos, tanto a esquerda como a direita. E o Brad Pitt também não vai nada mal. Próximo domingo, your turn.

sexta-feira, 17 de junho de 2005

As revelações que me assolam II:

A fazer zapping no rádio do carro, estaciono na Rádio Lezíria devido aos primeiros acordes de “Re-tratamento” dos “Da Weasel”.

“…e agora a receita da Salada de Milho, fácil, fácil, como eu lhe tinha prometido…”

quinta-feira, 16 de junho de 2005

As revelações que me assolam:

Chega o Afonso ao pé de mim com os seus três anos nas mãos e diz: “pai quero que ponhas o teu filme da Rega das Estrelas”.

terça-feira, 14 de junho de 2005

David e folias.



David Hockney versus grandes mestres da pintura clássica realista (tipo Rembrandt, Leonardo, Vermeer e mais uns quantos).

O pintor contemporâneo David Hockney defendeu a teoria de que os grandes pintores clássicos realistas fizeram batota para conseguir algumas das obras primas que os imortalizaram. Se não tivesse sido proferida no “60 minutos” da CBS, esta palermice não estaria a causar o celeuma que está.

O pintor, que já ninguém leva muito a sério, a CBS e o programa foram arrastados para a humilhação da ignorância, acusados de defender interesses económicos e de faltar ao respeito à inteligência.

Pois é, tivessem estudado. Este pintor, quanto a mim muito fraquinho, esqueceu-se que para desenhar as perspectivas que ele não consegue, nem é preciso ir buscar os mestres. Bastava-lhe conhecer a obra de alguns pintores actuais. Alguns alunos também lhe conseguiriam ensinar a misturar as cores primárias.

Tenho pena de viver uma época de fartura de informação. O lixo chega-nos aos magotes. Assim dá mais trabalho vasculhar as coisas boas no meio de tanta mediocridade.

Desenho (bom, mas bom): Anthony J. Ryder Twilight, 1998 - Colecção privada

sábado, 11 de junho de 2005

Surf's up, dudes.

Dia de windsurf, de deixar os sapatos envernizados e a gravata no escritório, de Tekken 3, caipirinhas, sonic no Op Art, amigos, beijos e abraços à fartazana. Dia bom, portanto.

PS: Post com delay de três dias devido à incapacidade de organização da gerência.





Era disto que Marx falava.

É de encher o orgulho de qualquer esquerdalha como eu andar na praia neste verão antecipado e verificar que, pelo menos uma coisa escapa à eterna luta de classes - a miúda gira do bikini amarelo, recentemente empregada numa papelaria de Massamá.

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Licença sabática.

Se nos próximos dias o ritmo abrandar, é porque fui matar saudades. Se não abrandar, é porque as saudades de cá apertaram. Se desaparecer, procurem-me ao largo da Costa Vicentina - pequenino, enfezadito, sem etiquetas na roupa e um talento inesperado para a prática do adufe.





Quem diria.





The Gift, Aula Magna.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Raisparta o calor.

Que não nos deixa dormir.





terça-feira, 7 de junho de 2005

Le soleil est près de moi.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Bons filhos ao blog tornam.

Melhor do que uma musa, só mesmo uma musa com asterisco.

Primeiro ou segundo?

ROY DOS MÓVEIS

Sabemos que uma boda está a correr bem quando:



- Alguns convidados alargam a gravata e colocam-na na cabeça, estilo Rambo.

- Algumas convidadas acompanham uma travessa de orelha de porco com whisky-cola.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Dêem uma olhadela.

Os meus amigos da Triplinfinito vão iniciar sessões de Vjing este sábado no Lux. Passem lá antes do Grémio. E lá estou eu a escrever Grémio outra vez.

Gulag.

Haverá empresa mais socialista do que a minha, onde o sistema de troca de ficheiros na rede tem o prosaico nome de "partilha"?

quinta-feira, 2 de junho de 2005

C'mon Billy.





Billy Corgan, Aula Magna, 1/6/2005.

Um dia, um dia.

Estaremos juntos, minha querida.



Eu sei que não é saudável desejar objectos inanimados, mas isto é uma coisa pessoal.