domingo, 31 de julho de 2005

LOLOLOLOLOLOLOL.

"Admito voltar a ser primeiro-ministro".

Santana Lopes, Expresso, 30/7/2005

sábado, 30 de julho de 2005

Chiça.

Pode não ser o disco do ano, mas, chiça, que o álbum da M.I.A. é mesmo bom.

Notas veraneantes.

- O Algarve é muito mais do que parece.
- No "Costa", na Praia da Fábrica, em Cacelha Velha, há um arroz de lingueirão do camandro.
- A água do Mediterrâneo nunca esteve tão quente como este ano.
- Se alguém volta a usar a expressão "é que é já a seguir" num raio de 5 metros da minha pessoa (portanto, eu), arrisca-se a levar uma repreensão verbal ou mesmo uma belinha das valentes.
- A "Visão" lê-se bem na praia porque é pesada, e nem mesmo o vento consegue vergá-la.
- O "Y" do Público lê-se mal, pelas razões inversas.
- A sesta dá-me dores de cabeça.
- Os shots dão-me dor de cabeça.
- Quase tudo me dá dores de cabeça.
- Sou um bocado hipocondríaco.
- Mas parece que isto tem cura.
- Enfim, vou andando, que este monitor está a mexer-me com o fígado.

Considerações capitalistas.

Depois da região autónoma da Madeira, o "cruise control" foi a maior invenção da humanidade.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Esta é a prova de que os satélites americanos estão afinadinhos:



O Painel de Alcântara visto no Google Hearth.

Os Beatles sem o Lennon.

Um gajo já não pode ir a banhos e estes meninos deixam a pastelaria ao abandono. No final da semana regressa à urbe e ponho ordem nesta casa. Peace.

terça-feira, 26 de julho de 2005

O meu sogro é um Taliban.

E deu uma arma de plástico ao neto, dos chineses, barata e rasca como só os chineses conseguem. Para além de ser má, ainda manda uns tiros à queima-timpano que ninguém aguenta.

O combinado foi: brincas em casa enquanto a gente não lhe dá descaminho, trocando-a por qualquer brinquedo sueco ou, pelo menos, de madeira.

Estava o petiz hoje para sair de casa, e a mãe diz-lhe “filho tens que deixar aqui a pistola porque a Isabel não te deixa entrar na escolinha com ela”.

Depois de dar uma volta para arrebanhar chaves e sacos, a mãe descansa e o neo-mancebo obedece.

Assim que ambos entram no infantário, as mãozinhas de 3 anos levantam a tshirt e sacam sorrisos, surpresa e vergonha dos calções largos.

É bom quando os filhos não nos desiludem.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

E qual é o teu hobby?

CEO (se ganhar os 97 euromilhões).

Perigo eminente.



Daniel Torrico, 62, começou a lutar wrestling há mais de 40 anos, no ringue transforma-se em Mr. Atlas.

Na Bolívia é assim.

Fotografia: N.Y. Times

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Verdades de la valise.

De vez em quando ouço um bocadinho de um programa de fórum na Antena 3, (julgo que se chama Prova Oral), ao fim da tarde. Esta chatice é apresentada pelo Fernando Alvim, pessoa pela qual até tenho alguma consideração derivado ao penteado.

Ontem o tema era sobre televisão com a participação de um convidado, crítico de televisão, que não conheço. Este disse tantas evidências e tantos lugares comuns que eu nem sei como é que ele os conseguiu decorar todos.

Parecia que, de repent,e todos os taxistas e todas as senhoras da fruta tinham desaguado ali. Os jovens participantes também ajudavam a abrir a cova da originalidade e da frescura, cada um com sua pá a remover qualquer esperança de melhoras.

E o crítico continuava a sapatear ao som das suas baboseiras seguidinhas, culminando num “…e repetem sempre os mesmos filmes, aqueles tipo Desaparecido em combate, Música no coração e Casablanca”.

Perdoem-me a insistência.

É que, por mais que ele mexa a cabeça, mesmo em furioso "headbanging", não há uma única ameaça de movimento capilar. Impecável.

Aquilo que, de facto, interessa saber.

Onde é que o Nuno Rogeiro corta o cabelo?

Rotas de colisão.

Olho à volta e vejo o sempre conhecido técnico de informática que as empresas têm, a tentar fazer uma chamada, desligar, sair da sala, voltar, fazer umachamadadesligarsairdasala 5 vezes. Inevitável: olho para ele, indiferente à sua t-shirt nike que diz training.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Palpita-me

que a lua anda a disfrutar da minha varanda.

Coisas de que gosto cá em casa (5).



Não só da Aimee Mann, mas dos 14,6 dias de música nonstop. Não há insónia que resista. Music is my bag.

Não pode.

Ontem, de volta à caixa que mudou o mundo não sei de quem, porque as férias acabam, fui presenteado com uma reportagem que nem é muito o meu género, mas que me provocou uma gargalhada, pequena mas espontânea: era sobre os novos equipamentos do Futebol Clube do Porto. Então vemos três homens encorpados, jogadores da bola, com as novas camisolas, em que uma delas era, dito mesmo assim: azul-bébé. FCP, jogadores da bola e azul-bébé?

(E que outra língua terá esta designação de pantone?)

A telepizza dos metrossexuais.



Pesto

Manjericão à bruta
Fatia de parmesão (parmegiano regianno, que é ninja, ou outro)
Pinhões a gosto (portanto, boés)
Queijo de cabra (curado ou menos, é um bocado igual ao litro)
Azeite (a olho, mas boé)


Meter tudo na liquidificadora (é um utensílio de cozinha deveras interessante, faz pesto e batidos: resumindo, é a felicidade personificada num electrodoméstico - se não se ligasse à corrente casava-me com ela), esperar até surgir um creme, guardar no frigorífico coberto de azeite num frasco fechado (dura seis meses, por aí) e juntar a qualquer tipo de massa cozida al dente ou a qualquer base de pizza. Fim de serviço público.

Coisas de que gosto cá em casa (4).



Deve ser isto que apelidam de street art. Mas em casa. Está no cantinho da máquina de lavar roupa e presta homenagem a um bit deste senhor. Genious, my friends, genious.

Direitos dos animais.

Eu, que até descobri uma alergia recente a gatos, era gajo para adoptar este animal.

Se eu fosse alguém.

"O DVD é o grande concorrente das salas de cinema", diz-nos, sabiamente, o Público de hoje (perdoem-me a ausência de link, mas desde que o pasquim se fez pago na sua versão online por um produto que não funciona, deixou de merecer o privilégio).

Ao longo do artigo, o jornalista José de Mateus e o presidente do ICAM Elísio de Oliveira apontam o advento da tecnologia como principal responsável pela abrupta queda de telespectadores nas salas de cinema nacionais. Lá pelo meio, o presidente ainda dá um ar da sua graça ao enumerar o preço dos bilhetes como potencial dissuasor. Fofo, mas falso.

Se fosse o maradona, tinha os tomates para atirar para aqui uma cambada de patacoadas em tom de verdade absoluta (e atenção que ele tem a autoridade para o fazer, eu não). Assim sendo, deixo uma sugestão, mesmo que pueril e inconsequente - não é a tecnologia de ponta, não é o preço dos ingressos, é mesmo a qualidade das películas em exibição.

1999. Este ano brindou-nos com filmes como Fight Club, American Beauty ou Magnolia. Hapiness veio no ano anterior, Memento no seguinte. Há seis anos atrás, a dificuldade era escolher. Hoje, a tentação é ficar em casa, sacar da net, alugar na blockbuster, comprar com o Público, com o DN ou com a Saberes&Lavores. E não me venham com a conversa do IVA e da crise: a crise existe sim, mas nunca nos impediu de dar um passo em frente, de recusar o establishment, de ir mais além.

Se eu fosse o maradona, se eu fosse alguém, este era um post sério.

Feliz (ou infelizmente), não sou.

Agora desculpem-me, mas tenho que ir pôr o meu Tati em dia.

terça-feira, 19 de julho de 2005

Coisas de que gosto cá em casa (3).

Eu não sou de intrigas.

Mas o Bacalhau já voltou de férias.

Coisas de que gosto cá em casa (2).



Como o Nata, também eu gosto de andar de chinelos, olhar à volta e dar com, por exemplo, a colecção completa da revista K.

Elogios há muitos.

Os melhores são as críticas ouvidas de pessoas a quem não se reconhece um forte Q.I.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Natal é quando um homem quiser.



Exílio.

Popularizado pelo Caetano, o original deste poema sem fim pertence a Roberto Carlos (sim, quero buzinar seu calhambeque), escrtito, dizem, por alturas do seu exílio em Paris nos idos 70's (creio, mas posso estar enganado). Seja como for, é um poema, é uam canção e, na voz do Caetano, é muito, muito mais. Aviso à navegação: pieguice já a seguir.



Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um dia a areia branca/Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos/A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir/Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa/Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar/De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade/De ficar mais um instante

As luzes e o colorido/Que você vê agora
Nas ruas por onde anda/Na casa onde mora
Você olha tudo e nada/Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora/Voltar pra sua gente

Você anda pela tarde/E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito/Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você/Chegando num sorriso
Pisando a areia branca/Que é seu paraíso

sábado, 16 de julho de 2005

A onda de calor pode estar preparada para tudo.

Mas de certeza que não está preparada para isto.

Olivença é Portugal. A Lua é Portugal.

Primeiro foi uma cafeteira e agora uma panela de pressão?

Cá para mim a Silampos associou-se aos Amigos de Olivença e anda por Espanha a fazer uma promoção de marketing de guerrilha.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Tenho um amigo que não jogou no Euromilhões.

Os médicos dizem que, se tudo correr bem, é provável que saia do coma ainda durante este ano.

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Simpatia pelo diabo.

Alcântara é profícua em loucos. Parecem surgir das rachas por entre as pedras da imperfeita calçada portuguesa que forra o chão, dos baldios que cobrem os terrenos desertos, de cada esquina sem aviso. Um deles transcreve manualmente letras da mítica banda de Mick Jagger e Keith Richards, ficha técnica incluída, espalhando-as, aleotariamente, pelos vidros dos carros que por lá vivem. Please allow me to introduce myself...

quarta-feira, 13 de julho de 2005

O pesadelo de qualquer tunning.

Que, com os vidros fumados, não se vejam os coletes reflectores que forram os bancos.

terça-feira, 12 de julho de 2005

Quinta (pouco) pedagógica.

Parece que na Zara Home (sim, leio a El Mueble, e depois?) se vendem uns pensos rápidos para petizes, que oferecem, qual Kinder Surpresa, uns bonecos supostamente queridos, mimosos e didácticos. Pois.



Silly Season.

O cabelo do Nuno Rogeiro continua impecável.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Eu tenho plena noção do que vou dizer, não sou de direita e não me importo de pensar desta maneira:

Não me aborrece nada que se enfraqueçam algumas liberdades se todos ganharmos em segurança.

Cada vez que alguém coloca uma bomba e mata inocentes, toda a origem a que pertence sai prejudicada, para não dizer discriminada. A vida é dura mas é assim para todos, para os árabes não podia ser mais condescendente.

E não me importo que alguém espreite os mails com a Carmen Electra nua, de sua graça Bomba incendiária.

Coisas de que gosto cá em casa (1).

Sim, alfabeticamente.

Eu nem vou querer começar a conversa subordinada ao tema: A elite portuguesa lê o Expresso.

Até porque o Expresso é o melhor jornal que conheço para quem quer pintar a casa.

Não é pelos livros lidos que se vê a cultura de alguém.

É antes pelos que essa pessoa decide encaixotar para mandar fora ou arrumar para sempre.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Há dias assim.

Em Alcântara, no espaço de duas minis e um pires de tremoços, cruza-se perante uns pares de olhos curiosos todo um estudo sociológico, um impressionante censo em duas pernas, um desfilar da colecção primavera/verão do nosso descontentamento.

You're just like crosstown traffic.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Para que raio serve uma câmara num telemóvel?

Para quando vamos sozinhos no comboio, confirmarmos a condição higiénica ideal do nosso nariz, por exemplo.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Pele de galinha.

Sempre, mas sempre, que vejo este filme. “Nothing short of brilliant”, é o que dizem por aí. Ah, pois é.

For years, I've lived a double life.
In the day, I do my job - I ride the bus, roll up my sleeves with the hoi-polloi.
But at night, I live a life of exhilaration, of missed heartbeats and adrenalin.
And, if the truth be known, a life of dubious virtue.
I won't deny it - I've been engaged in violence, even indulged in it.
I've maimed and killed adversaries, and not merely in self-defense.
I've exhibited disregard for life, limb and property, and savored every moment.
You may not think it to look of me, but I have commanded armies, and conquered worlds.
And though in achieving these things I've set morality aside, I have no regrets.
For though I've led a double life, at least I can say - I've lived.

terça-feira, 5 de julho de 2005

Eu juro por tudo quanto é sagrado,

que não sou, nem de perto nem de longe, o maradona (com minúscula). Vem isto a respeito do post do Verão Azul, e da coincidência que foi eu ter-me lembrado de escrever que não gosto da estopada que é aquela merda, agora sobre a forma de DVD. Um dia antes dele, reparem bem. Um dia antes. Esta é a prova que algures dentro de mim existe sinais de inteligência.

O post dele até fala de pastel e de azedo como o meu.

Eu bem que gostava, mas não consigo. Ele é que é.

Grande dia. Eu a poder comparar-me com tamanho génio.

Enfim, o verão.



Entre uma fava e a próxima, portanto.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Nunca gostei do Verão Azul.

E não percebo a reedição de coisas tão fraquinhas em DVD. A nostalgia não deve ser temperada com óleos destes, senão azeda.

Cá para mim este é um fenómeno parecido ao dos universitários que se divertem a valer com as actuações dos bacalhaus que querem alho.

O Santo Graal.

Ao encomendar uma dose de favas para uma jantarada cá em casa, deparo-me com as seguintes sacrossantas palavras proferidas pelo Sr. Manel (o guardião do templo, digamos assim):

"Leve a panela consigo, traz-ma na segunda feira."

Post acompanhado por música sacra em crescendo, dedicado na íntegra ao meu grande amigo Pastel de Tentúgal.

Venha alguém e escolha.

Conheço um rapaz que montou um negócio de reboques na Póvoa de Santa Iria. É rico, gordo, ri muito e farta-se de comer caracóis.

Conheço uma rapariga, com a mesma idade, que se licenciou em História e que nunca conseguiu emprego nessa área. Trabalha numa livraria mediana, lê muito, é pobre, é gira e toma comprimidos para dormir.

De ouvidos em bico.

Disse em público que não queria chineses na Madeira. Assim, como se tivesse apenas a almoçar com familiares devotos.

Bem parvo é. Já vi em lojas chinesas belas chinelas para senhora e óptimas máquinas de cortar azulejo para homem.

E a culpa é dos frouxos do continente e o Sá Carneiro é que era bom.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Yupi-ka-ie.

Férias. Depois de 2 anos sem, vai acontecer. Eu sei que parecia que já estava: estou com Síndrome de Blogger que pensa e repensa o que escreve. Nada que os ares da praia e do campo não mudem. Posts a cargo de Nata e Tentúgal. Até breve e (com pronúncia de palco) Obrigado Amigos!

Eros, só se for Ramazotti.

Inauguração do Salão Erótico de Lisboa, uma versão revista e puritanamente reduzida do homónimo espanhol. Na TVI, uma simpática "jornalista" (as aspas são deliberadas) indaga um visitante sobre a sua opinião do certame. A declaração do incauto passa em voz-off enquanto, em primeiro plano, uma dominatrix, toda ela latex, de chicote em punho, digamos afaga energeticamente as nádegas nuas de um senhor de piercings nos mamilos e máscara de latex a cobrir-lhe a toralidade da cara.

"Está muito agradável, muito simpático, assim pró acolhedor, está sim senhor."

Claro que o deixei beijar-me gratuitamente.

Não te esqueças que ele pagou o jantar no Painel de Alcântara.

UV protection.

Só pode ter a ver com os formatos dos decotes, certo?

Deve ser este, o azul eléctrico.

Diz uma sombra para a outra.