segunda-feira, 18 de julho de 2005

Exílio.

Popularizado pelo Caetano, o original deste poema sem fim pertence a Roberto Carlos (sim, quero buzinar seu calhambeque), escrtito, dizem, por alturas do seu exílio em Paris nos idos 70's (creio, mas posso estar enganado). Seja como for, é um poema, é uam canção e, na voz do Caetano, é muito, muito mais. Aviso à navegação: pieguice já a seguir.



Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um dia a areia branca/Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos/A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir/Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa/Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar/De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade/De ficar mais um instante

As luzes e o colorido/Que você vê agora
Nas ruas por onde anda/Na casa onde mora
Você olha tudo e nada/Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora/Voltar pra sua gente

Você anda pela tarde/E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito/Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você/Chegando num sorriso
Pisando a areia branca/Que é seu paraíso