quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Lisboa, Novembro de 2005.

Recuso-me a receber um livro como oferta sem estar devidamente preenchido (e a palavra é mesmo esta) com uma dedicatória. Mesmo quando não é oferta, a primeira coisa que faço quando deslizo o táctil objecto pelo saco de plástico da multinacional cultural é rubricá-lo, muitas vezes acompanhado de uma data, local da compra e/ou circunstâncias excepcionais que rodearam a dita. Não concebo o ritual de outra forma. Claro que, ao longo dos anos, reuni umas boas centenas de livros descaracterizados, orfãos de dador, local, ocasião da oferta/compra ou data. Nós, os cronicamente distraídos e incapazes de reter memórias frágeis por mais do que meia dúzia de dias, temos as nossas idiossincrasias. Por falar nisso, aproveito para agradecer ao desconhecido que me ofereceu o "Mr. Vertigo". Um dia destes, havemos de trocar umas ideias sobre o assunto.