Às vezes tenho que me esforçar como os cornos para não dizer mal do nosso país.

Ando à procura do fabuloso Werther de Goethe para oferecer (eu tenho uma edição de 1968, felizmente).
Corri as melhores livrarias de Lisboa e o máximo que consegui foi um “por encomenda, meu amigo, e vai ter que esperar que agora mete-se o fecho do ano e os balanços, com sorte lá para a terceira semana de Janeiro ligo-lhe a dizer qualquer coisa”.
Na Bertrand disseram-me “não temos em nenhuma das nossas lojas e também já saiu de catálogo. Veja nos alfarrabistas que é capaz de encontrar. Também, o que lhe deu para querer um livro desses?”
“Foda-se” disse eu.

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