terça-feira, 31 de maio de 2005

O último a chegar é um ovo podre.

Yo no creo en brujas.

"...and it is in the humble opinion of this narrator that this is not just "Something That Happened." This cannot be "One of those things..." This, please, cannot be that. And for what I would like to say, I can't. This Was Not Just A Matter Of Chance. Ohhhh. These strange things happen all the time."

Magnolia, P.T. Anderson, 1999.



Agora com o upgrade de uma imagem que prova que "these strange things happen all the time".

Férias públicas.

Para além da festa no Grémio Lisbonense, no sábado, e do Sonic Fresh não nesta, mas na outra quinta-feira, não sei bem como hei-de ocupar o tempo de férias que marquei na semana que vem. Sem qualquer agenda, aceito sugestões. Desde turismo rural a programinhas culturais vale tudo, mesmo um campeonato de lançamento de anões em Tondela. (Também gosto daqueles campeonatos só com alemães e austríacos que carregam pedras, sacas, pneus e mulheres de uma base para a outra. Desde que seja live.)

Grande grémio literário.

- Pá, lembras-te daquele livro que te falei, aquele que andava a escrever sobre um pintor sociopata, que salta de relação em relação e que suga tudo à volta, tipo eucalipto?
- Lembro, pá, é verdade... como é que isso vai?
- Olha, enviei aquela merda a mais uma editora... a décima, por sinal, e voltaram a rejeitar o manuscrito.
- G'anda galo!
- Pois, pá, qualquer dia tou como o Pacheco Pereira, tenho que doar os meus livros e fundar uma biblioteca, mas de manuscritos nunca publicados.
- Olha, era bem visto, sim senhor.
- É que não sei o que é que é preciso fazer neste país para ter um livro nas bancas!
- Não sabes? Faz um blog, pá.

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Rescaldo pós-traumático:

Quero o escudo de volta.

Para que conste:

Se o jogo tem sido com o Sporting o Benfica tinha ganho.

sábado, 28 de maio de 2005

Zurrapa sunrise.

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Chuva de estrelas.

(A 10 minutos do almoço, eminente barrigada no templo gastronómico Painel de Alcântara, com vitela barrosão no forno e favas à portuguesa no prelo.)

Que música é que se entoa, cá na agência? It´s the painel countdown, tiririri, tiriririri, tiririri, tiririririiiii, tiririiiiii, etc.

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Deve ser isto, a reflexologia.

O ténis feminino é o único desporto que, não sendo praticante, me faz um bem tremendo à saúde.

O pecado mora ao lado.

Em Wisteria Lane, mora ao lado, em frente e no quarteirão a seguir. Já anda a rodar nas televisões portuguesas os primeiros episódios de uma das mais entusiasmantes séries dos últimos anos, "Desperate Housewives", a saga de quatro amigas de meia idade e o fabuloso mundo da "suburbia" norte-americano. Cá em casa, já anda a rodar o episódio 17 e o pânico instala-se com a perspectiva de um final eminente. Com séries assim, assim e assim, Hollywood you better watch your back.

terça-feira, 24 de maio de 2005

Enquadramento legal.

(Numa loja num centro comercial suburbano.)

- Boa tarde.
- Boa tarde, diga-me uma coisa: fazem molduras?
- Fazemos sim.
- É o seguinte, eu tenho um problema de evasão fiscal e tenho dúvidas em relação ao enquadramento legal que mais se adequa ao meu caso.
- Isso o que tem tido muita saída é a talha dourada.

Alegre, mas não trôpego, carago.



Estava eu muito bem a ouvir música e de repente percebo que já ouvi a 4ª sinfonia de Brahms para aí umas 3 vezes. No repeat, incansável, como se fosse um adolescente com o CD dos Keane (que também não é mau).

Penso logo - ai a minha vidinha, querem ver que já nem me lembro da idade que tenho?

Depois percebo que era só o disquinho de tributo a Carlos Kleiber. Afinal era o maior Deus, ele, dos maestros que já existiram até hoje «whose work transcends conventional opinions about taste and judgment».

Pimba, afinal, não só posso adiar a encomenda do Porsche da meia-idade, como também ganhei fôlego para um confronto com os simples que acham que gostos não se discutem. Inscrições abertas para o E-mail lá de cima.

Grandes flagelos da humanidade (2).

Pseudo-estrelas televisivas sem apelido.

Procura-se.

Musa inspiradora destas três ovelhas tresmalhadas e não só. Se foste expatriada, dá notícias da Finlândia. Prometemos ser compreensivos - afinal, quem é que nunca sentiu um desejo irresistível de comer uma francesinha em Helsínquia? Deixa-te mas é de mariquices e volta a orientar o rebanho, fachâvor, que isto sem ti não tem metade da graça. Ah, e se puderes traz o Bruno Parente contigo, que esse menino também anda M.I.A. Kids nowadays...

Pedimos desculpa a todos os leitores que consideraram este pedaço de prosa ininteligível e perfeitamente inútil. Provavelmente, têm toda a razão.

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Grandes flagelos da humanidade (1).

Toques polifónicos.

domingo, 22 de maio de 2005

Deve ser do piano.

Sem merecer um lugar nos anais do cinema, "The Fabulous Baker Boys" merece uma referência aqui no tasco por um motivo muito simples - Michelle Pfeiffer, piano. E chega.

Uma das coisas mais bonitas que ouvi no Sábado:

Fogo, estava tão aflitinho que, quando sai da casa de banho, vinha tão aliviado que até parece que estava a aprender a andar outra vez.

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Razões pelas quais adoro esta profissão - Nº1.

Poder fazer um anúncio a um pack telemóvel+impressora, cuja mais-valia é o preço muito reduzido, propor o headline (vulgo "slogan") "Um preço tão baixo que até faz impressão" e o cliente aprovar.

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Não sou eu que digo.



Mas este é um dos melhores romances que foi escrito até hoje em toda a história da literatura. Quem o diz é Umberto Eco. Eu li e também achei. Sabem o que é solidão? Eu sabia que não.

P.S. Mesmo que só tenham aqui vindo parar por acaso (e por pesquisas tipo gajas boas e nuas), aproveitem a dica.

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Comunicado oficioso.

Serve o presente post para declarar acertada sanidade mental do Pastel de Bacalhau. Mais se declara que posts como o da terbentina podem voltar a acontecer sem aviso prévio. O sentimento próximo do ó-diabo-estamos-entregues-aos-bichos já amainou e apresenta agora valores dentro da normalidade.

terça-feira, 17 de maio de 2005

Do cancioneiro.

alecrim
alecrim
aos molhos
por causa da terbentina
choram os meu olhos

N*E*R*D*? P*A*I*.

De uma actuação esforçadíssima de uma das mais excitantes bandas norte-americanas do momento para um dos mais públicos mais frouxos de que há memória em Portugal, para além do fabuloso "Breakout", retive isto - um pai antes de tempo, acompanhado pelo seu filho estreante em concertos cedo demais. Poesia é isto, Zé Mário, poesia é isto.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Consequências do derby.

Os hospitais devem ter equipas de reforço nas suas unidades, já que a probabilidade de intoxicações alimentares por ingestão de camarão-tigre-congelado-há-11-anos tende a aumentar.

E em Moscovo?

Terá a Carlsberg feito mupis a dizer Bom CSKApot? Não percebo.

A Guerra dos Mundos

Foi na semana passada. Tudo começou no Painel de Alcântara e com um dos melhores arrozes de garoupa de toda a existência. Estarreci, iluminado/abençoado com tamanha dádiva de vésperas de 13 de Maio (cada vez acredito menos em coincidências).

Como se não me bastasse ser um dos homens mais felizes daquela noite, procurei o zénite dos zénites num puro Fonseca echo a mano – Habana.

Lá está, os dois portentosos e desmedidos prazeres entraram rapidamente em confronto, quais dois mandris dominantes, daqueles que até matam leões quando acordam mal dispostos. Com as entranhas a refulgir e com a digestão completamente sustida, suores frios de ruína inundaram-me a fronte desfigurada pela adivinhação do fim.

No meu estômago, casa do confronto supremo, nasceram várias marés de palidez em poucos minutos. Só depois de muitos copos de água morna e correntes de ar na cara, o som da calamidade esmorece. Pequenos raios de acalmia vislumbram-se no horizonte. O céu cor de chumbo começa a dissolver-se e um pequenino mas dorido sono apareceu.

Quinta-feira há mais.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Insegurança.

Tinha tanta falta de confiança em si próprio que até copiava os números do totoloto.

13 de Maio.

Três Pastorinhos para a Nossa Senhora: Olha, nós vamos pro campo... se quiseres aparece.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Pavlov explica.

Agora em versão pret-a-porter - porque é que sempre que venho de camisa (e blazer, by the way), toda a gente assume que vou ao banco, ao médico, a uma entrevista de emprego ou à madrinha? Será que não tenho direito de querer ter um ar apresentável, mesmo que daí não espere retirar nenhum benefício? Já agora, pai, obrigado pelo almoço.

quarta-feira, 11 de maio de 2005

It's only rock'n'roll, but I like it.

terça-feira, 10 de maio de 2005

Recibos verdes.

Tantas as vezes que deixei beijos, abraços, promessas, palavras assim - retidos na fonte.

Idiomas.

Se é verdade que só nós temos a saudade, só os ingleses têm sorrow.

Para maluco, maluco e meio.

Desculpem lá mas o pastel de nata é que pediu:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

”Contos de Amor Loucura e Morte” do Oracio Quiroga.

Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?

Claro, pela Jessica Rabbit. Grande boazona.

Qual foi o último livro que compraste?

”A misteriosa chama da rainha Loana” do Umberto Eco

Qual o último livro que leste?

”A vida sexual de Emmanuel Kant” do Botul.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

“O Pêndulo de Foucault”, do Umberto Eco, “Werther” do Goethe “O Livro do desassossego” do Pessoa “O anticristo” do Nitzsche e “O livro do Grumete” que herdei do meu pai.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Não sei bem, mas sinto-me tentado tentar comprar os direitos dessas 3 passagens para triplicar, pelo menos, os livros que levava para a ilha deserta.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Parece umbiguista, mas nem por isso.

Sim, é um dos pastéis a responder a um questionário daqueles que circulam por mail e que, normalmente, não caberia aqui, mas como veio daqui e como me apetecia muito lançar o tema, enfim, aqui vai.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Desde que tenha um final imprevísivel, à la Shyamanlan, qualquer Borda d'Água me assenta que nem uma luva.

Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?

Várias vezes, quase sempre que me deixo embrenhar na narrativa, ou seja, quase sempre que leio um livro. O último personagem que me intrigou, sobretudo pela complexidade e pela quantidade de leituras possíveis que nele habitam, foi o protagonista do “Livro das Ilusões” de Paul Auster, Hector Mann.

Qual foi o último livro que compraste?

Para mim, o “31 Songs” do Nick Hornby, para oferecer as “Memórias das Minhas Putas Tristes”.

Qual o último livro que leste?

Estou a ler o “31 Songs” do Hornby, crónicas soltas do “Sexo Na Cabeça” do Luís Fernando Veríssimo e “Pela China Dentro”, de António Caeiro.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

“O Melhor Anjo”, de Frank Ronan, “Mr. Vertigo” de Paul Auster (ambos para reler) e três obras de fôlego, com ínúmeras leituras, entre Shakespeare, Goethe e Proust.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

À minha querida mãezinha e a outras duas pessoas, ainda indeterminadas.

Tentúgal, Bacalhau, siga.

Saudades do arroz do hospital (1).

(Começa uma aqui uma série de posts dedicados a pancadas, idiossincrasias e comichosiçes afins, aberta à vossa participação. O mail está mesmo aqui em cima.)

Tenho uma relação com objectos que emitem luz (i.e., candeeiros) muito semelhante à que a maioria das mulheres tem com os sapatos - não consigo resistir a comprar mais um, mesmo sabendo que tenho dezenas, alguns deles por ligar, sei que nunca os vou conseguir usar todos e esta idiossincasia (como a outra) é, amiúde, motivo de animada troca de galhardetes conjugal.

A última aquisição de uma colecção que ultrapassa perigosamente as vinte, trinta unidades (o que, num T1, roça a estupidez) é uma telefunken in disguise. Lá dizia o Wilde, resisto a tudo excepto a um candeeiro.

“Os instrumentos eléctricos só servem para brincar à música”

Disse o Keith Jarrett num brilhante documentário que eu vi ontem na RTP 2. Também confirmei algumas coisas:

- A sua fase clássica não é tão boa como ele pensa;
- A sua fase electrónica com Miles Davis não é tão má como ele pensa;

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Abençoado.



Quis Deus, alguns amigos e uma namorada lindíssima que fosse designer gráfico. Eles é que souberam o que era melhor para mim. Uma campanha da DIM, que agora me veio parar às mãos, por exemplo.

A todos, o meu muito obrigado.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

1+1=3.

Uma vez disseram-me que, na escolha de uma casa, não consideravam o critério "vista". A justificação era mais que plausível e muitíssimo lógica: chegamos a casa tarde, é noite, não usufruímos da dita. Ao fim de semana, queremos é estar fora de casa - logo, mais uma vez, vista para quê?

Ahn, ahn.

A obsessão melancólica do pastel de nata e outras histórias.





terça-feira, 3 de maio de 2005

Jogada de antecipação.

Antes que venha aí o verão carregado de festivais duvidosos, preparem-se para O Festival de 2005.

Kinky.

Agora que temos um endereço de mail (está lá em cima, depois do bacalhau que trabalha no estômago), esperamos receber tudo o que são ofertas de experiências sexuais com equipas de curling feminino, trigémeas siamesas e anões de circo em trespastelinhos@yahoo.com. O primeiro a enviar uma missiva recebe um almoço grátis no poiso oficial aqui da malta, com direito à companhia da doçaria regional mais, digamos, sui generis da blogosfera.

Arquitectos emotivos.

"And so and now I'm sorry I missed you
I had a secret meeting in the basement of my brain."

The National, Secret Meeting, "Alligator", Beggars Banquet 2005.

Costa da Caparica Groundline.



Se calhar não vale, não?

domingo, 1 de maio de 2005

Madrid skyline.