terça-feira, 29 de novembro de 2005

A verdade I.

Pergunta: um homem pode amar duas mulheres ao mesmo tempo?
Digo amar e não ir para a cama porque quero dizer gostar demasiado de duas mulheres que não se conhecem nem sonham que existem, quer dizer, uma delas pode saber da outra, mas a outra nem pode sonhar que existe mais alguém.

Resposta: sim.
Por mais desmentidos, protestos, insultos e palermices que digam, esta é a verdade.

Nem sempre, mas hoje e nos últimos dias.

Há razões para sorrir.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Num restaurante nepalês:

- Então olhe, tem cenouras?

- Tenho.

- Então pane-mas, por favor.

Eu tenho dificuldades com restaurantes alternativo/moderno/inferiores.

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Luz, sempre luz.

Ou quantos candeeiros é possível encaixar em 60 m2.

Retrato do artista enquanto jovem reflexo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Aqui nos pastelinhos respeitamos imenso as mulheres.



Sobretudo as que usam fatos macaco de Fórmula 1.

Natal é quando a Câmara Municipal de Lisboa quiser.

Mulher.



Hoje apetece-me a verdade e a verdade é: as mulheres são muito melhores que os homens. Tirando aquelas merdas das indecisões e da necessidade de mudar por mudar, é um facto que são mais inteligentes, sensíveis, competentes e capazes. Este post não tem truque nem segundas leituras. É o que eu acho e pronto. E também não posso estender mais as razões senão isto começa a ficar parecido com aquelas crónicas que o MEC fazia há anos atrás. Quer dizer, se pegasse nas sufragistas e isso a coisa podia ficar diferente mas ia ser chata como a potassa.

P.S. A imagem foi retirada como o primeiro resultado para a busca “Mulher” no Goggle images. O Goggle está mesmo de cu.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Pieguices.

“That’s me, impossible to forget and difficult to remember.”

Claire Colburn, a personagem de Kirsten Dunst em “Elizabethtown”.


“Singles” era um indício das capacidades de Cameron Crowe (não tanto como realizador, mas como “manipulador”... já lá vamos), “Jerry Maguire” foi mais uma pedra no edifício das pieguices (este menos conseguido, na minha opinião), “Quase Famosos” é, ainda hoje, a obra prima do menino prodígio e, agora, “Elizabethtown”, apesar de ficar uns furos atrás, é tudo menos olvidável.

Para perceber o cinema de Crowe, é preciso perceber a própria natureza dos afectos, sobretudo dos afectos adolescentes, aqueles que o argumentista (muito mais do que realizador) trata com maior mestria. Quem vê um filme de C.C. à espera de uma obra-prima da sétima arte, com uma fotografia genial ou uma direcção artística inovadora, vai sair da sala tremendamente desiludido. Crowe sabe fazer três coisas (e não é dizer pouco): escrever e contar uma história, escolher a música perfeita para cada cena (com uma precisão milimetricamente assustadora) e, sobretudo, dirigir actores. Orlando Bloom, o Legolas anódino de “Senhor dos Anéis”, é aqui um convincente jovem adulto numa encruzilhada característica de uma meia idade (cada vez mais) antecipada. A fraquinha Kirsten Dunst, tão neutra como os filmes que habitualmente protagoniza, dá aqui corpo a uma mulher intensa, que cobre as suas inseguranças com posições fortes sobre a vida e tudo o que esta tem para oferecer. E a química entre os dois é, obviamente, explosiva (mais entre as personagens do que entre os actores).

Além disso, bolas, um gajo que consegue pôr Tom Petty numa banda sonora sem arrastar a coisa para o telefilme xaroposo, apre, há que se lhe tirar o chapéu.

O sofrível "Vanilla Sky", muito mais fraquinho que o original espanhol "Abre Los Ojos" que o inspirou, foi deliberadamente deixado de fora desta cogitação inconsequente.

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Paris Hilton as Paris Hilton.

Foi em The House of Wax, onde se vê uma verdadeira actriz em ascenção sempre a fazer dela própria, vestida e despida com as suas próprias roupas, sempre em monossílabos correctos, insinuação de sexo oral aqui e ali e tudo sempre a ouvir hip-hop manhoso. Com o bónus de morrer perto do final numa cena já aqui postada pelo nata. Um mês de Paris em grande: primeiro numa loja do tipo Habitat misturada com Espaço Lúdico (Dom, Colónia), num documento foto-biográfico, depois na capa e interior da Maxim inglesa e por fim como actriz de um filme em que o problema é mesmo o próprio filme. Ela não, até vai muito bem.

Os maiores.

Na taxa de alcoolémia, na sinistralidade automóvel, no analfabetismo, na corrupção e pelo segundo ano consecutivo na árvore de natal.

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Nuno Rogeiro no supermercado.

Indeciso entre um pack de birmaneses ou um tubo de afegãos, e face à actual ordem geopolítica mundial, optou por uma embalagem de filipinos.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Neil French.



Este senhor foi despedido. É um dos mais conceituados publicitários do mundo e era director criativo mundial das agências do grupo WPP, o maior grupo de publicidade.

Numa conferência em Toronto e perante a pergunta – porque acha que existem menos mulheres que homens em cargos de topo nas agências de publicidade – ele respondeu – Porque têm menos aptidão para isso.

Quanto a mim, o animal de serviço aqui por estas bandas e como tal nada levado a sério (felizmente), concordo com ele.

Na minha barriga mando eu.

Diz o marido da activista pró-aborto, a meio da quinta imperial.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

When it rains, it pours.*





*Retirado de "Magnolia", de PT Anderson.

La palisse.

Há muita gente muito triste.

Só me apetece é bradar.



No fim de ver uma bonita corrida de touros na TV Galicia, na monumental de Sevilha, vou e ponho o disco do Brad Mehldau ao vivo. Ligo para o meu amigo Tolas que é administrador de uma multinacional em Tokyo e pergunto-lhe quantas vezes é que já se chicoteou por não o ter visto em tempo real. Ele conta-me como está fartinho daquela comidinha de segunda e pede-me para começar já hoje a reservar mesas de empreitada no Painel de Alcântara, para nos redimirmos empenhadamente quando voltar.

Aproveita para falar do Cavaco, do Garcia Pereira, do Benfica e da versão de Paranoid Android desse disco.

domingo, 13 de novembro de 2005

Para quem andou de carro em Lisboa ontem à tarde.

Ainda bem que temos um estado laico.

sábado, 12 de novembro de 2005

E o que nós gostamos da Paris Hilton, uhn?

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Eu, por exemplo,

Tenho um projecto para Lisboa e outro para a Paris Hilton.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Epa, gosto deste blog.

já não vinha aqui há tanto tempo, nem para postar, que posso dizer isto. Estou sem net, sem computador e sem televisão e ainda não sei muito bem se até gosto. Vou ter que me organizar, sair desta trapice electónica em que me encontro e sim, na verdade é isto que interessa, escrever um post sobre essa diva cada vez mais compreendida Paris Hilton.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Cenas dos próximos capítulos.

Terão os nossos leitores (se a minha madrinha ainda estiver de férias, são dois, e sim, mãe, vou jantar a casa) reparado que, aqui nos Três Pastelinhos não somos muito blogosféricos. Meaning, lemos blogs (uns pastéis mais do que outros), gramamos, mas não vivemos a blogosfera como muitos bloggers a vivem – como um microcosmos, uma república universitária, um jantar de final de curso no Rei dos Frangos da Feira Popular. Por isso, como capacete azul (observador participante), tenho achado curiosa a inflexão que este meio tem sofrido nos últimos tempos – das grandiloquentes declarações de intenções do início, passámos para um discurso cada vez mais confessional, não no sentido literal, mas como se estivéssemos um monumental bloco de prédios, onde todas as janelas estão permanentemente abertas, escancaradas, de cortinas corridas e luzes acesas. O mais curioso é que, apesar de conseguirmos ver os quadros, as fotografias, o padrão do sofá ou os vinhos na garrafeira, nunca vemos as pessoas que habitam os espaços. Eu, voyeur assumido, confesso-me defensor desta nova blogosfera, com a sua dimensão novelesca que nos permite viver outras vidas quando estamos demasiado cansados para viver aquela que, mal ou bem, nos pertence. E, Ana, guarda essa lágrima para ti – ele não te merece.

O mundo é uma ironia. E eu não desgosto.

Quase todo o dinheiro que cria, gere e mantém as reservas naturais em África é pago por associações de caçadores de vários países europeus e americanos.

Quem pagou os protestos da Greenpeace sobre o afundamento de uma plataforma petrolífera da BP no Mar do Norte foi a Shell.

Grande parte dos fumadores que conheço evita tomar comprimidos porque estes fazem mal ao estômago e alguns até têm outros efeitos secundários.

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Touros? Quais touros?



Arte.



A todos os sócios de sociedades protectoras de animais, defensores dos direitos do touro bravo, (que nunca viram nem sabem o que é), esta fotografia é para vocês.

Poucas e boas.

Poucas coisas me deixam tão feliz como uma história demasiado estúpida para não ser verdade.

Uma vez ouvi um caçador contar: depois de acertar num pato e descer uma ribanceira para o apanhar, vinha a subir, escorreguei e cai com a mão que trazia o pato em cima da cabeça de um coelho e pumba apanhei-o logo ali.

domingo, 6 de novembro de 2005

Filha de peixe.

Sabe cantar que é um disparate.

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Mário Soares.

Certa vez, o filho deste senhor teve um acidente de avião. Por terras de África, onde ninguém desconfiava, ele e a sua rica carga, acabaram no chão, perto demais do escândalo.

O seu pai, então presidente da república de Portugal, afagou-lhe o espírito e a nuca com a mão esquerda. Com a direita abafou o marfim e os diamantes que na queda ainda bateram na cabeça do rebento maduro.

Anos mais tarde, alguns africanos lembraram a antiga metrópole da desventura. Na república levantaram-se vozes ignorantes mas empenhadas em exigir pedidos de desculpa. Podia lá ser o nosso João andar a traficar e a enriquecer lá naquela terra, onde tudo e todos são pobres!

Os amigos são para as ocasiões e se forem da polícia judiciária ainda nos mostram histórias lindas. Abafadas mas lindas.

Aliás,

ser transitório é como ser relativo: uma merda. No fundo argumentos como estes dois deviam falir como a Valentim de Carvalho, a TV Cabo ou a Papelaria Fernandes.

Ter saúde é mau porque é transitório.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Lisboa, Novembro de 2005.

Recuso-me a receber um livro como oferta sem estar devidamente preenchido (e a palavra é mesmo esta) com uma dedicatória. Mesmo quando não é oferta, a primeira coisa que faço quando deslizo o táctil objecto pelo saco de plástico da multinacional cultural é rubricá-lo, muitas vezes acompanhado de uma data, local da compra e/ou circunstâncias excepcionais que rodearam a dita. Não concebo o ritual de outra forma. Claro que, ao longo dos anos, reuni umas boas centenas de livros descaracterizados, orfãos de dador, local, ocasião da oferta/compra ou data. Nós, os cronicamente distraídos e incapazes de reter memórias frágeis por mais do que meia dúzia de dias, temos as nossas idiossincrasias. Por falar nisso, aproveito para agradecer ao desconhecido que me ofereceu o "Mr. Vertigo". Um dia destes, havemos de trocar umas ideias sobre o assunto.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

É aquela altura do ano.



Aqui, para os mais distraídos.

Problemas das economias de escala.