sexta-feira, 7 de abril de 2006

Epá não percebo.

Nem nunca vou perceber blogers que se limitam a mostrar discos e livros que leêm. Epá foda-se que coisa mais fácil. Qual é a vossa? Já repararam que qualquer um pode pôr uma fotografia de Satre ou da Guerra Civil Espanhola? Qualquer arquivo de câmara municipal de província é mais interessante que a vossa grande porra de blogs. Digam qualquer coisa, deixem-se de falar das merdas que leêm e ouvem, por amor de Deus. Ninguém quer saber que compraram um cagalhão de um livro em saldo. Já todos ouvimos a discografia completa dos Japan e do Wagner e do Perry Blake e dos Magnetic Fields e do Cole Porter e da Adriana perlimpimpim e os sambas do Vinícius e do outro caixa de óculos, e mais a obra integral de Rachmaninov e também a gaita do Miles Davis. Chega. Vocês deviam ser aqueles adolescentes primários que iam ao King mostrar a granda merda de botas pelo de rato e mais o cachecol de lã castanho e os cabelos por lavar há dois dias e a trampa do Português Suave.

Vá lá, digam qualquer coisa ao mundo para além da vossa opinião acerca dos novos DVD’s e das séries da Fox. Todos vemos essa merda. Ou então fechem o blog e aproveitem o tempo para treinar essa merda da comida étnica que todos já provámos e que todos sabemos donde apareceu. Enfiem o gengibre no frasco e vão à vossa vidinha.

E aquela gente que dá pontuação às merdas que acaba de assistir. Eu, por exemplo, dava 10/10 a este post. E dava 7,5/10 ao novo disco dos Placebo, mas, digam lá, vocês queriam saber dessa merda?

Que grandes pilas (daquelas voadoras da idade média) os desinquietem e atormentem.

P.S. Escusam de contar, a palavra merda aparece 6 vezes no post e mesmo assim é pouco para falar a verdade acerca do vosso cantinho.