segunda-feira, 3 de abril de 2006

Não há ninguém que eu possa esganar?

Quando o Benfica perde, milhares, se não mesmo milhões de portugueses dão tareões de meia-noite às respectivas, uma espécie de justiça social que mantém o equilíbrio cósmico do universo. Sendo eu pouco dado às lides futebolísticas, e muito menos a manifestações físicas de violência (uma vez lembro-me de ter atirado um "dê-me o troco devido, seu biltre!" a um empregado de balcão menos honesto), só me apetece dar enxertos de porrada a alguém quando me rebocam o carro. Uma vez que a cotação do homicídio de um agente de autoridade está pela hora da morte, resta-me sonhar que um dia, oh sim, um dia irei pastar em prados mais verdes, repletos de "Agentes Silvas" facilmente esganáveis para meu bel prazer. Até lá, é pegar nas perninhas e em noventa euros, sorrir e treinar ao espelho centenas de vezes: "Boa noite, senhor agente, vinha levantar o meu carrinho que vossas excelências tão justamente rebocaram, obrigadinho, sim?".