quinta-feira, 29 de junho de 2006

Impressões de fora (2).

Depois da amazónia, dos recifes de coral, do Grand Canyon, a mais improvável das belezas naturais (em tudo o que a palavra contém), Times Square.

Impressões de fora (1).

Cannes é assim uma espécie de Armação de Pêra, com piores praias, cerveja mais cara e lojas Prada no lugar do Sandro 2000.

Classe. Muita classe.







Ando à espera de ver umas dioptrias para comprar uns óculos como o Onassis, esse membro honorário do ministério do bom gosto.

Moda? Vocês não percebem nada disto.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Sim, ainda somos três.

Se bem que um de nós foi pai, o outro esteve fora do país em férias e em trabalho e o outro é da Castanheira do Ribatejo. Mais dois, três dias e, se a netcabo deixar, isto volta ao sítio. O que não é dizer muito, mas por agora vai ter de chegar.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Teaser.

trip1

trip2

terça-feira, 20 de junho de 2006

Opinião atrasada, mas mental.

Só agora vi O segredo de Brokeback Mountain e achei o filme normal. Para falar a verdade, era mesmo o que eu estava à espera: uma história de amor que sustenta a sua graça na homossexualidade. A verdade é que este filme apenas substitui a mulher por mais um homem numa relação normal de amor platónico.

Os preconceituosos, os homofóbicos, os machistas e os homossexuais acham este filme marcante, ainda que as razões de cada uma destas classes sejam distintas.

Está de volta.

Tenho a tendência de muitas vezes antecipar ou pré definir tendências em relação a muitos assuntos. Numas acerto, em particular nos ténis, e noutras não. Mas estou em crer que o estatuto de trabalhador estudante está de volta. Atentem.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Eu tinha prometido.














Pôr uma foto da melhor loja de discos do mundo, em Colónia, em Outubro quando lá estive.

Coisas que gosto de Portugal (2).

Não sendo um dos países mais industrializados da Europa, conseguimos bater o recorde de danos na camada do ozono, se comparadas as diferentes atmosferas do mesmo continente. É assim, sempre à frente.

Coisas que gosto de Portugal (1).

Tenho andado a descobrir as azeitonas. E espinhos na cara, ou lá o que é isso, que nunca pensei dizer e muito menos escrever e nem tenho a certeza do que realmente são.

É da minha vista,

ou a FIFA é um bocado como a Disney, sempre a advertir, a normatizar e a proibir sei lá o quê?

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Beija-me à francesa, caga lá na língua inglesa.

Sou contra todas as formas de violência excepto a sexual suave. Isto não me impede de defender à chapada, e até levar para a cova se for preciso, a firme ideia que este país seria melhor sem a palavra “estória”.

Para quê estórias se temos histórias? Para inglês ver? Foda-se até o corrector ortográfico do Word está de acordo comigo, ainda que isso não seja grande sinal.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Pessoal, não adianta.

Por muito que a picardia a roçar a ofensa seja uma coisa que me (nos) agrade e estimule, é importante esclarecer o seguinte: só se vai a um mau restaurante comer mal, com conhecimento prévio concerteza, se se quiser.

Este blog não tem a pretensão de ir muito mais além que puro entertainment e muito menos formar opinião de alguém. Por isso aviso já os comentadores mais em brasa que se podem ou devem acalmar, na medida em que o desporto de dizer mal deste país, dos portugueses e da selecção não vai deixar os treinos intensos.

Não é por se viver no lixo que não se pode reclamar do cheiro.

Portugal no meu melhor.

Respondendo ao Marchand de Tapis, ilustre comentador regular dos meus posts de bota abaixo tantas vezes com bom senso e razão, gostaria dizer que parto sempre do princípio que as pessoas inteligentes descontam a generalização e a relativização primária do que escrevo. Quando digo “os intelectuais deste país” refiro-me a alguns, infelizmente a maioria, e não a todos sumariamente como parece. Quanto à lista de coisas que gosto e respeito em Portugal, esta seria demasiado extensa para caber aqui mas poderia começar, por exemplo, na Fundação Calouste Gulbenkian, passar pela Agustina Bessa Luís e acabar no Sam the Kid.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Pérolas a porcos.

As pérolas:
Elevedores com botões de chamada distintos para o sentido ascendente e para o sentido descendente; transportes públicos com ar condicionado.

Os porcos:
Os portugueses, mais concretamente os lisboetas.

Para que é que servem os mencionados elevadores se as pessoas continuam a carregar nos dois botões independentemente do seu trajecto ser ascendente ou descendente?
Para que é que servem transportes públicos com ar condicionado, se assim que chega o calor toda a gente abre as janelas?

É também por isto que 45 anos nos separam dos nórdicos.

sábado, 3 de junho de 2006

Não os respeito.

Existe uma razão para a palavra intelectual ter uma conotação depreciativa em Portugal:
A educação da grande maioria dos pensadores deste país.

Os nossos intelectuais são, muitas vezes e ao contrário de outros de fora, pessoas com cursos superiores medíocres, desempregados crónicos, ex-funcionários da fnac ou míseros empregados de más livrarias como o caso da Barata. São pessoas com tempo a mais, e que, no intervalo dos eternos queixumes, lêem pouco. Normalmente pensam que o facto de lerem lhes dá um estatuto automático e instantâneo de superioridade de conhecimentos sobre quem vê montras de lojas chinesas. Irritam-se por a Amália ser do povo e o Fernando Pessoa ser lido por milhares.

Alguns dos nossos intelectuais têm blogs famosos, cúmplices de outros iguais. Queriam à viva força ter um génio como o de Miguel Esteves Cardoso e esquecem-se que um desses aparece de 50 em 50 anos, com sorte.

Nietzsche disse que a cultura é apenas aquilo que alguns homens pensam que os distingue dos outros. Nietzsche pensava.

Os nossos pensadores são iguais ao resto deste país. Quando chegar à altura, também vão fechar os pais num lar de mijões azedos, pensam eles.

Os nossos intelectuais davam o cu e oito tostões para ter um mini, ir mais a Nova Iorque e menos às Amoreiras. Aliás, as Amoreiras é o único centro comercial que dizem que suportam. Não gostam dos carros dos jogadores de futebol mas gostam de T’shirts de algodão insonso com graçolas no peito. Eu acho que muitos vão ao Centro Cultural de Belém mas nunca entraram na Biblioteca Nacional. Desses há uns quantos que nunca viram um peru vivo. Mas vêem séries de merda que compram repetidas na Internet. Às vezes também compram um DVD do Michelangelo Antonioni, um do Peter Greenaway ou vêem os Óscares.

Os nossos intelectuais também fodem como os empregados dos restaurantes tradicionais mas pensam que o fazem melhor que estes.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Anita no CCP.

Apesar de não o ter registado por escrito, afirmo agora a minha posição oficial: vendedores ambulantes=ciganos. Comentários a este comentário gratuito e profundamente xenófobo, para além de esquizóide, é já aqui em baixo.

Clássico.