terça-feira, 22 de agosto de 2006

Tentar não é conseguir.

Paulo Jorge, um dos reforços do Benfica para a temporada 2006/2007, é um jogador esforçado (opinião formada a partir de momentos esparsos em que as transmissões televisivas de jogos de futebol me captam a atenção, misturada com os bitaites dos comentadores, essa wikipedia ambulante). Ora, ser um jogador esforçado é quase tão mau como ser uma miúda interessante ou um indivíduo bom carácter. Ninguém quer ser um bom carácter. Só é bom carácter quem não consegue ser carismático. Ou dúbio. Ou um clássico filho da puta. Nada é pior do que ser resumido a um mediano adjectivo. Entre ser considerado um fulano que "cumpre" ou um "palhaço de merda", pelo menos nas artes circenses creio ter despertado mais emoções do que na função pública da vida. E, como os nossos leitores mais ou menos assíduos sabem (um abraço Carlos e Pedro), se há coisa que desprezamos neste estabelecimento é o 13º bairro fiscal. A partir do 14º, a coisa promete melhorar.