quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Desculpem lá.

Um gajo até tenta ser educado e tal e coiso, mas foda-se, porque é que não saiem discos assim todos os meses?

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Tanta bomba a rebentar nos sítios errados.

Mudei de opinião em relação à reciclagem.

Uma vez escrevi aqui que a reciclagem era uma coisa que não me incomodava. Esta era a minha opinião até ontem.

Hoje a minha opinião é mais madura e vai mais ao encontro da sociedade livre, democrática e capitalista em que vivemos. Sendo assim, acho que devem pagar-me se quiserem o meu lixo. Isso mesmo, tal como o sistema social e político em que bem vivemos, quando alguém quer uma coisa é justo que pague por ela. E se for minha, pague-me a mim.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Silogismo demonstrativo.

1. Todos os coleccionadores são pessoas profundamente obsessivas.
2. Eu colecciono, entre outras coisas, ténis.
3. Noves fora nada, é mais ou menos isto.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Outono/Inverno.

Na passerelle, vejo menos as modelos e os trapos e mais a melancolia que acompanha sempre qualquer mudança de estação.

Isto não é nada do que estão a pensar.



Nem é no Campo Pequeno, nem tão pouco em Lisboa. Nem foi tirada cá em Portugal, estão vocês a ver. Foi tirada num sítio de gente civilizada, que se respeita e que aprecia as diversas formas de arte, nomeadamente a da fotografia.

Como tal, escusam de vir fazer manifestações aqui para a porta do blog. Quer dizer, se trouxerem top models nuas podem vir.

P.S. Pensem bem antes de fazer comentários parvos ou que desmascarem carências de ordem cultural.

O Sol.

Ai o semanário Sol. O que poderei dizer dele? É muito melhor que o Expresso mas o logótipo é um lixo. A campanha de publicidade é um grande lixo. Graficamente é interessante e lê-se bem mas aquele logolixo é muito mau. O nome também é um bom cagalhão. O conteúdo é sofrível e, portanto, bastante melhor que o do Expresso.

Não é um bom jornal. Imaginem uma série erótica da SIC quando se compara com Donas de casa desesperadas, Sopranos ou Sexo e a cidade. Agora imaginem o Sol quado se compara com o El Pais, por exemplo. A expressão - Estamos tão lonje - aplica-se bem, certo?

Zoomalude.

O novo disco dos Basement Jaxx é muito melhor que o Expresso e a sua reformulação gráfica.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Coisa boa.

coisaruim

Coisas que me irritam (132).

Pessoas que se vendem e até chegam a aparentar modernas e cool (são estes os adjectivos que merecem) e que isto e que aquilo, mas que depois quando recebem um link youtube com um filme sonorizado com uma canção meio greatest hits ever, ficam ali a assobiar ou trautear o refrão. Não percebo.

Tá bonito, tá.

Vem um gajo de S.Miguel a achar que afinal temos país e tal, e poucos dias depois dá nisto:

1. 'Fátima Felgueiras acusada de financiar ilegalmente futebol', tipo novidade, nunca aconteceu.
2. 'Casa Pia: Envelope 9 esgotou prazos de inquérito';
3. Trânsito caótico em Lisboa e Porto devido à chuva e vento', esse malandros.

Sinto que aqui na bananada posso sair de UZI amoreiras a dentro, despachar quem me estiver a irritar, depois passar 8, 9 meses num monte no alentejo e voltar na boa que o caso já deve ter sido arquivado.

Mas ninguém prende o Valentim Loureiro?

Ãh? Ninguém?

Tolerância.

Já que isto está assim, apetece-me falar aos esquerdistas hipócritas (excluem-se os esquerdistas inteligentes e lúcidos, portanto), aos tolerantes em geral, aos adeptos da calmaria e outros. Quando me falam de tolerância lembro-me logo da falta dela em relação a:

- Heterossexuais;
- Cultura tauromáquica;
- Defensores da pena de morte;
- Caçadores;
- Americanos em geral;
- Ricos;
- Pessoas que são contra a adopção por casais homossexuais;
- Pessoas que acham que não deve haver salas de chuto nas prisões uma vez que o que não deveria lá haver é droga;
- Pessoas que são a favor da liberalização de todas as drogas;
- Pessoas que defendem a Igreja Católica.

Se vos disser que o que me preocupa são coisas como a excisão, que se pratica por comunidades de minorias africanas, por cidadãos portugueses de plenos direitos, em Portugal, em Lisboa, todos os dias, vocês não iam acreditar, certo? Então queriam que eu defendesse os bichinhos e que fizesse manifestações barulhentas e ridículas para não matarem uns bois no Campo Pequeno, certo?

Há neste país crianças a quem cortam o clítoris com uma lâmina de barbear aos quatro anos. Nunca vi ninguém mexer-se por isto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

And now for something completely different.

“Restaurantes vão poder decidir se aceitam fumadores.

A nova legislação sobre o consumo de tabaco vai permitir que, durante "algum tempo", os restaurantes possam decidir se os clientes podem fumar nas suas instalações, adiantou hoje o ministro da Saúde.”, no Público Online.

Isto é um debate demasiado sério para ser abordado nesta nessa pastelaria ligeira, onde exceptuando alguns insultos aleatórios a minorias sexuais e assosiações de amigos dos animais, temos evitado opinar sobre temas mais delicados e, diria mesmo, enfadonhos. Até porque um touro de morte tem muito mais graça do que um fumador passivo. Arriscando arruinar a nossa (muito ténue) linha editorial, e no estatuto de não fumador activo, opino.

Que responsável de restaurante no seu perfeito juizo é que vai apoiar a proibição de fumar no seu estabelecimento quando é uma verdade por demais evidente que os fumadore são uma classe muito mais activa do que os não fumadores, com direitos auto-atribuídos que, aos olhos da sociedade, lhes permitem os abusos que todos nós, os não fumadores, tão bem conhecemos.

Fumar é um gesto de intrusão, ponto final. Não fumar é uma não ocorrência, fumar é uma acção, logo, qualquer acção “pública” pode (e deve) ser questionada, sobretudo quando intefere no conforto e no direito de ser (ou não) incomodado por um agente externo.

Exemplificando: se eu não gosto de música alta, não vou a discotecas, se não gosto do odor corporal excessivo, esvito os transportes públicos no verão. Agora, se eu não gosto de fumar (nem que fumem para cima de mim, uma inevitabilidade dos espaços fechados), não vou a restaurantes nem bares? Há aqui uma ausência de relação de causalidade que, parece-me, anula o direito dos fumadores de exigir o que quer que seja. E, tendo consciência da intransigência que caracteriza a maioria dos adeptos do tabaco, é mais do que óbvio que os responsáveis dos bares e restaurantes que se deparam agora com um esta decisão, irão sempre ceder, pela inevitável cobardia ditatorial do dólar, à lei do mais forte.

Moral da história: quem não gosta de fumar deve evitar os trasnsportes públicos nos dias de maior calor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

The queen is dead?

Parece que anda por estas bandas uma crise de falta de inspiração.

Em compensação, parece que há por aí uma morcela de S. Miguel que é de ir às lágrimas. Não se pode ter tudo, não senhor.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Hora de ponta.

transito

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Ctrl+Alt+Del.

O único "g" que tinha descoberto nela era seguido por um "mail.com".

Da ironia #1.

Um sem-abrigo ficar desalojado.

sábado, 9 de setembro de 2006

A minha pele de urso por cima da lareira.

bonecada

jack

donnie

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Ricas vidas #2.

O próximo parvalhão que retorquir "rica vida, han", como resposta à pergunta "então o que é que fazes na vida? publicitário?" vai ser tão violentamente desfigurado que, desse dia em diante, como opção de carreira, só sósia do José Castelo Branco.

Ricas vidas #1.

Da actualidade noticiosa sei pouco, dos últimos discos que saíram menos ainda e das novidades dos escaparates da FNAC nem se fala, mas se quiserem saber quais as alterações ao PDM de Santarém, os pormenores do decreto-lei que regulamenta a propriedade intelectual ou as necessidades nutritivas das mães lactentes, força aí.

Ponto da situação.

O Bacalhau está naquele arquipélago que alberga os capitalistas dos pró-bushistas, o Tentúgal está naquela terra onde as patilhas e os touros ainda são figuras de autoridade e eu acabei de passar a lua, ali como quem vai para o planeta recentemente despromovido.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O mundo nos eixos 1:

BET – Black Entertainment Television.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

E com esta nos despedimos.

Ok, não é exactamente verdade. Sim, o título do post é uma manobra assumidamente sensacionalista, um sinal do nosso grau de perplexidade ao descobrir o que iremos relatar a seguir. Sempre aprendi que a atitude correcta, qualquer que seja o contexto, é sair no auge, no topo da pirâmide, no meio do fogo de artifício, quando a noiva está a cortar o bolo. Depois de descobrirmos, há um par de horas atrás, que estamos linkados no blog deste senhor, não me parece que haja alternativa – daqui para frente seremos sempre uma enorme bola de neve a rolar ribanceira abaixo. É de deitar a toalha ao chão, no tapete, nas cordas do ringue e fazer, finalmente, aquilo que sempre ambicionámos. Over and out.