segunda-feira, 30 de outubro de 2006

O meu bairro tem destas coisas.

roma

As merdas em vinil que arrebanho cá para casa:

Os singles:


Deep Purple: Strange kind os woman
Scott Mckenzie: San Francisco
Kiss: I was made for lovin’ you
Duran Duran: Hungry like the wolf

Os LP’s:


- João Villaret: Ontem e hoje
- Francis Lai e Michel Legrand: Les uns et les autres (Banda sonora)
- Pet shop boys: Actually
- Pink Floyd: Animals
- Van der Graaf Generator: Still life
- Amália no Olympia

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

É a vidinha.

Nunca serei um Miles Davis ou um Coltrane no que quer que seja. O problema é que ainda não me habituei à ideia.

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À esquadra.

"Faxâvor de me acompanhar à esquadra". Faz parte dos nossos piores pesadelos e das mais infelizes realidades. Ser chamado pela polícia, numa sociedade de liberdades relativas (e ainda bem que assim é), nunca é sinónimo de bom comportamento. Quantas vezes alguém é chamado "à esquadra" para receber uma medalha de mérito ou um cheque de reembolso do IRS? Se não formos o Joe Berardo ou o Bibi do Benfica, a resposta mais provável é: zero.

Foi neste enquadramento socio-antropológico que, também eu, fui chamado "à esquadra", neste caso para depor como testemunha numa queixa-crime. Não nos detenhamos nos pormenores, neste caso de somenos importância, e concentremo-nos antes na instituição "esquadra".

A "esquadra" é um antro de criminosos. E, sim, para além dos advogados, também há indivíduos da pior espécie. É como o Bronx, versão Cova da Moura - bonés Lacaste, polos Nika e ténis Adodas. Um desfilar de classes Z da moda, do comportamento que se espera de um pequeno marginal, do "quase lá", que é muito pior do que o "completamente ao lado".

Sim, os agentes são todos Silva, Lopes ou Sousa, sim tratam-se pelo apelido, sim, a Polícia Judiciária é referida como a "Jota" (ainda procurei a Jamila Madeira, mas tive azar, a jota era outra), sim são todos do Benfica e têm bustos de águias douradas nas esquinas das secretárias que o provam. Aliás, ser do Benfica, neste contexto, não é um pormenor, é toda uma declaração de intenções.

Fala-se de "autos", "ocorrências", "notificações" e "despachos", evita-se expressões como "senhor", prontamente rectificadas pelo agente especial Lopes para um mais correcto "indivíduo", "carro" é "viatura" e, claro, uma nódoa negra é automaticamente considerada uma "agressão".

Se o indivíduo em questão não der conta da ocorrência, é óbvio que será prontamente notificado da sua conduta menos própria, sobretudo ao abrigo do código penal e da legislação em vigor. Da Silva, claro.

Então, onde amarraste os 40 ladrões?

Ali papá.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Depois do 'Podia passar um pouco mais o bife (tártaro)',

ouvi agora o 'Queria uma pita shoarma no pão'.

domingo, 22 de outubro de 2006

Eu sou a Agustina Bessa Luís e não sabia.

Concorda com o casamento entre homossexuais?
Falar de casamento entre pessoas do mesmo sexo é distorcer o seu sentido. Ao longo da vida conheci homossexuais brilhantes a nível intelectual que não eram capazes de encarar o casamento. Uma coisa são os homossexuais, outra são os maricas.

Qual a diferença?
Os maricas querem todas essas prerrogativas, como o casamento. Os homossexuais não.

Em causa estão direitos...
...Todos devem ter os mesmos direitos, mas para isso não é preciso falar de casamento.

Com que impressão ficou (sobre José Sócrates)?
Que é um homem de província, o que é sempre uma garantia.

Leiam mais e aprendam muito mais no resto da entrevista que vem no Sol desta semana.

(Don't) hang the DJ.

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Alguns de nós têm talentos escondidos, para além da capacidade de equilibrar três tangerinas no nariz em simultâneo.

sábado, 21 de outubro de 2006

Sim, a cultura, o Rivoli, a adopção, tá bem, tá bem.

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quinta-feira, 19 de outubro de 2006

O Rivoli (é um prato italiano, certo?).

Uma das questões que se levantam é: o que farão na vida as pessoas que lá estiveram desde Domingo? Trabalhar, trabalhar, não deve ser. Se calhar são capitalistas ou de famílias abastadas que se podem entreter com passatempos mediáticos.

Bem, o que quer que sejam, trabalhadores assim tipo que trabalham e que têm que pagar as continhas não devem ser. Não posso com pequenos burgueses que se entretêm a passar o tempo com bandeirinhas encarnadas.

Capitalistas badamecos.

Adoro o direito à indignação, assim posso falar mal de quem não tem que trabalhar.

Cultura.

Sou a favor da cultura subsidiada, por exemplo no aluguer de exposições relevantes. Agora para companhias de teatro metidas à besta ou para filmes de merda feitos por um palhacito qualquer, tenham paciência.

O cinema e o teatro têm na sua essência uma função indissociável: entretenimento.

Os filmes e as peças de teatro que não prestam devem ir para o lixo. Querem fazer filmes experimentais, façam-nos com o dinheiro da vossa tia. Se for bom, vão ver que o pessoal quer ver e paga, se for uma merda, já sabem, vão tocar guitarra para a estação do Rossio.

Não percebo esta posição paternalista: “o pessoal é todo estúpido, eu sou um cineasta iluminado, vou fazer um filme genial mas preciso que o governo me dê €1000000 porque é óbvio que o povo e a sua ignorância não devem ter vontade de aparecer”.

Brigada do exército Russo para assaltar o Rivoli do Porto já! (com aquele gás venenoso que deixa comunistas dissidentes sentadinhos na plateia que até parecem que estão vivos).

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Ai pode.

Tenho um e gosto. Agarrei para aí nos 30 melhores discos de 2005 e 2006 (não pensem que os vou revelar, isso fica para quando merecerem ou então vão ao blog do Galopim a ver se se safam – bem digo um – The Outsider DJ Shadow) e recheei-o. A boa notícia é que ainda há espaço para mais uns 700 CD’s.

Porquê um iPod, perguntam vocês. Porque descobri que a Apple se está a cagar para o ambiente e para os chineses menores e porque o dito tem um acabamento em branquinho que, quer queiramos, quer não, faz lembrar o BMW série 6 que aparece no Miami Vice.

Ah, e já me esquecia, porque preciso de arrumar uma quantidade de álbuns que saquei na mula, esse grande hino da esquerda (ai não é? Então os rapazes não são a favor de tirar às multinacionais? Opá e aquela do Kanye West que diz: não roubem música da Internet que eu preciso de uma piscina na casa de férias?).

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Telefone estragado.

Não é que o inverno chegou e ninguém me disse nada?

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Epá, descobri que a minha máquina tinha isto.

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V vs Jason&Freddy.

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Chá, café ou laranjada?

Surpreende-me o facto de passadas duas décadas a profissão de hospedeira ou comissário de bordo ter passado de luxo a lixo: antes aquilo é que era, sempre a viajar, altos ordenados e tal; hoje são vistos como empregados de mesa no ar, mantendo os altos ordenados. E queixam-se. Essa é a parte que me indigna. Pintam a coisa como sendo verdadeiramente má. Enfim...

Bom bom é que esta temática abre espaço para a piada: Eram duas irmãs gémeas, uma era hospedeira e a outra também fodia.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Como sou uma pessoa extremamente simpática e agradável,



deixo-vos uma obra-prima de 5 minutos e 59 segundos, certo de que serão os instantes mais interessantes das vossas vidas desta semana que agora finda.

Para a semana talvez vos mostre um pouco da sinfonia nº 4 de Brahms pelo genial Carlos Kleiber.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Quanto ao Ribatejo:

A Renova também é ribatejana e está a dar cartas nos meios mais cool de Nova Iorque com o seu papel higiénico preto. Olhem lá o que o New York Times diz desta coisa bonita e ribatejana. Hã? Nata, como é que explicas isto?

Ainda me hão de explicar (viram sei escrever hão).

Porque é que não posso escrever coisas imbecis aqui no blog. Fica logo tudo ai, ai és animal e devias aprender isto e aquilo. Eu gosto de escrever coisas imbecis, pouco fundamentadas e quiçá gratuitas. Não que o tenha feito até hoje mas qualquer dia vão ver. Os prestimosos leitores deviam ter mais capacidade de encaixe e perceber quando é que estou a trabalhar para a caixa de comentários. Mesmo agora, quer dizer, daqui a pouco vou pôr umas fotos de umas gajas bem boas. Com isso toda a gente fica feliz mas ninguém comenta.

Hão, hão.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Ser homossexual.

A minha opinião em relação à homossexualidade é exactamente a mesma que a da Sónia Braga: Ser gay é um plus. É ter a capacidade de se sentir atraído, amar e gozar um ou os dois sexos. Eu não tenho esse plus.

E eu também não tenho esse plus.

Assim sendo, queria dizer que abomino esta entrada de mansinho para o debate acerca da adopção de crianças por parte de casais homossexuais. Acho que é um assunto muito mais do que discutível e que serve apenas para alguns elementos da comunidade gay fazerem mais um barulho gratuito.

Felizmente que uma grande parte das pessoas bafejadas com o plus é contra esta ideia.

E o esforço, meus amigos, o esforço que eu tenho que fazer para me alhear do facto da homossexualidade ser uma doença quando falo de coisas relacionadas com ela (falo da homossexualidade a sério e não daquelas experiências tipo Bowie).

Depois dos festivais de verão:

Bloc Party com Danny L. Oliveira como cabeça de cartaz.

Tradução:
Festa do Bloco com vocês sabem quem como cabeça de cartaz.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Humor negro.

Uma amiga, recém chegada do Congo, vai a um funeral da mãe de uma amiga. Pergunta legítima: será que, quando lá chegar, vai desejar aos familiares da falecida as suas congolências?

Só para tirar o Rui Santos da página de abertura e relembrar o verdadeiro cariz deste blog.

Post aberto ao Tentúgal.

O Daniel Oliveira é um bocado o nosso Michael Moore só que sem câmera.

Caras de pau.

Ah pois é, que isto de saber tanta coisa não vem só da net e imprensa estrangeira, que esses aí não dão cobertura a coisas que tanto nos interessam. É o caso da última revista Caras que nos presenteia com fotos e reportagem de um casamento de um bacano, que pela actualidade viu-se forçado a mudar de nome. Desta feita temos tudo o que ansiávamos em detalhe sobre a boda de Carlos Cruz. Quem? Carlos Cruz, sim, mas o Carlos Cruz 2. Assim, sem erros.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Finalmente vi o Sol.

Infelizmente.

Alguém dê o devido valor a este homem.












É verdade que é preciso ter algum estofo para ouvi-lo continuamente, mas uma vez que se apanha o jeito tem-se oportunidades de ouvir frases como 'O Sporting vai de Bento em poupa'. E naquele tom.

Por falar em Paulo Bento...

Vão desligar o Luís das máquinas.


















Vi neste fim-de-semana um cartaz que anunciava o Luís Represas em Acústico.

('Tá aqui uma pessoa cheia de boa vontade com este dinossauro da música ligeira nacional, e na sua bonita página oficial nem a merda do cartaz daquilo que vai fazer consegue ter online.)

domingo, 8 de outubro de 2006

Se ainda restavam dúvidas.

Só agora é que reparei que o vocalista dos Killers tem um bigode ridículo que o faz parecer um funcionário público, que o baterista tem uma pilosidade facial fotocópia da do Lemmy dos Motorhead e que o guitarrista parece o filho bastardo do Brian May. São ou não são a maior banda do mundo?

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Merdas que arreliam um gajo.

Que o iTunes, por sua livre iniciativa, arrume o "Hallelujah" do Leonard Cohen versão Jeff Buckley mesmo antes do "We Built This City" dos Jefferson Airplane. Não perguntem.

Do que eu gosto mesmo é de tunning de carros.*

Os dias são curtos, cada vez mais (e não estamos em terreno sazonal), e urge destrinçar o acessório do essencial. Proponho aqui o início de um conjunto de posts dedicados ao tema "Ferramentas que nos ajudem a separar o trigo do joio". Já todos passámos por isso, a conversa de circunstância no aniversário do tio Henrique, os primeiros dias no novo emprego, a conversa de bar inconsequente e, bastas vezes, extenuante.

Agora imaginem que existe um manual por escrever (cada um terá que tratar do seu, suponho), de perguntas que despistem eventuais falácias. Como um médico que começa no antibiótico de largo espectro e vai esmiuçando a sua busca em operações cada vez menores e mais cirúrgicas, proponho a criação conjunta de uma arma de guerrilha contra o tempo mal empregue, que nunca mais iremos recuperar.

Tenho meia dúzia de trunfos na manga, mas vou esperar pelas vossas sugestões para abrir oficialmente as hostilidades, mais ou menos hostis.

A caixa democrática está mesmo aqui em baixo. Vemo-nos lá.

*Pequena pérola dos "Ídolos" portugueses. Procurem na net, deve andar por aí. É mais ou menos autoexplicativo.

Common people.

Um dos meus maiores medos é acordar um dia e perceber que sou comum. O meu maior medo é que esse dia já tenha passado e eu não tenha dado por ele.

Coerência.

Era tão Bloco de Esquerda, tão Bloco de Esquerda, que sempre que tinha um torcicolo era para a direita que não conseguia virar o pescoço.

Acção.

É a parte da pequena mentira que conto todos os dias que mais me fascina. Não há nada tão mentiroso como um filme publicitário: nada é o que parece, nem tudo o que parece é. De todas as mentiras que conto todos os dias, mais ou menos bifidus activos, mais ou menos aloé vera, maior ou menor taxa de juro, esta é, de longe, a mais divertida.

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quarta-feira, 4 de outubro de 2006

A propósito.

Diz a minha alma gémea no que à devoção às action figures diz respeito, "Sobre os Killers: sou um fã do primeiro disco, HOT FUSS. Feitas as contas à frequência de canções tocadas pelo meu iPod, as de HOT FUSS estariam muitíssimo bem colocadas. Digamos que se HOT FUSS fosse um disco de vinil, estava gasto."

Digo eu: o raisparta do ipod já me comeu os mp3 todos três vezes no último mês e, na árdua tarefa de o voltar a carregar, começo sempre pela letra K. Venha o "Sam's Town", shôr Markl, venha ele.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Motivos.

De franca preocupação:
Aconteceu a primeira adopção de uma criança por parte de um casal homossexual em Espanha. Tudo certinho com leis aprovadas e tudo. Foda-se, o fim do mundo poderá ser anunciado em breve.

De contentamento:
Michael Schumacher ganhou ao espanhol e está em primeiro no campeonato do mundo de fórmula 1. Vai acabar a carreira este ano com um palmarés imbatível e com todos os records deste desporto em seu nome. O segundo melhor piloto de todos os tempos, Alain Prost, ganhou para aí metade dos títulos deste senhor.

De regozijo:
A Valentim de Carvalho vai fechar até ao final deste ano mais uma porrada de lojas porque não se aguentam. A falência nunca esteve tão perto. Os ladrões vão com os porcos. Viva a Fnac e todas as lojinhas independentes que meteram o dedo no cu do senhor Valentim.

domingo, 1 de outubro de 2006

Óptima.

Não fui à Lesboa, mas à Luzboa. Confesso que, apaixonado por luz como sou, dá-me mais ponta a segunda do que a primeira. Olá, o meu nome é Pastel de Nata e tenho (mais um) problema.

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