quinta-feira, 9 de novembro de 2006

É por isto que não falo de música com a humanidade em geral.





Estes dois discos são bons. Darkness in the edge of town de 1978 e Nebraska de 1982. Eu, como pessoa de extrema destreza e elasticidade mental que sou, gosto nas horas livres de fazer o exercício de adivinhar quem é que daqui a 15 anos vai ser o próximo Bob Dylan ou Johnny Cash. Ou seja, falta uma geração matemática para podermos falar em condições destes dois discos. E já agora de Bruce Springsteen também. E não é que goste muito do senhor, sei é, e ao contrário da grande maioria das pessoas que conheço, reconhecer música boa quando a ouço. Por mero acaso, o Bacalhau e o Nata também sabem, se bem que este último ainda seja novinho.

E não é por estes dois álbuns apanharem constantemente com 5 estrelas de entendidos e estudiosos na pinha que eu os recomendo. Faço-o porque são bons como duas gémeas suecas em fato de banho e por vaidade de os ter comprado em vinil quando os mp3 ainda andavam de tomate para tomate. Ou seja, ando no caminho certo há já algum tempo. Ou como diz o escritor que era guarda-costas do Salvador Allende: posso não ser um intelectual mas sei que não sou um imbecil.