terça-feira, 31 de janeiro de 2006

O Robert Plant tem uma pila grande.

Já diz o Tentúgal, e confirma-se, que quando em "Whole Lotta Love" dos Led Zeppelin se ouve "I'm gonna give you every inch of my love" na voz do senhor supra citado, não é de afectos que se trata.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Está bem. Contra todas as expectativas, dou o braço a torcer.



Mas pelo menos tenham a decência de pôr a tocar Anger [Rare Force 2 Meg Mix] do Sakamoto enquanto olham para isto.

É, de facto, uma imagem sem neve mas tem um bocadinho de chuva.

Artefacto:

SonyEricsson K750i com bluetooth, leitor de MP3 e câmara de 2.0 megapixels auto-focus. Estava mesmo a precisar de uma nova forma de meter conversa.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Presidenciais na Finlândia.

Não tive muito interesse nas presidenciais locais e não serão as finlandesas (as presidenciais) que me vão tirar o sono. A razão da minha curiosidade, já neste domingo, reside num fenómeno de comunicação e no avanço civilizacional dos países nórdicos, mais uma vez. Eu explico: Na Finlândia há três candidatos à Presidência daquela República, entre os quais uma mulher, Thonnja, física e facialmente idêntica ao Conan 'O Brian. Em repetidos tempos de antena (sketches) no programa Late Night Show da MSNBC, esta semelhança foi usada a um ponto que pôs uma grande percentagem de cidadãos finlandeses a simpatizar mais com Thonnja, agora apontada como possível vencedora. Para além do fenómeno de comunicação, observo ainda que só um povo tão avançado é que poderia ter dado a volta a estas coisas das eleições e escolher um candidato só porque sim. Voltando à miséria, foi por estas razões que votei no Garcia Pereira, a ver se pegava.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

O Woody Allen o quê?



By the way, esta foto é uma espécie de sonho húmido de qualquer cinéfilo. Aliás, de qualquer homem sexualmente activo. E mesmo de alguns em coma. Ou recentemente falecidos. Sim, mesmo com o Woody Allen lá.

aaaaaaaaaaaaaah

De uma maneira ou de outra, todos nós temos organizado nas nossas cabeças algumas preferências temáticas classificadas por ordem de importância. Para mim, desde o 'Hi-Fidelity' do Nick Hornby, elas aparecem em listagens de 5. E um prazer que definitivamente entra no meu top 5 é beber um copo de água fresca, não gelada, depois de um enfardamento de quadrados de chocolate.

Mãezinha.

Estou fartinho de blogs:
- Em que se mostram os discos que se andam a ouvir;
- Em que se faz crítica taxista dos filmes que estrearam;
- Em que se referenciam escritores, comuns a um suposto intelecto elitista;

Vá lá, falem-me de coisas para além de Tristão e Isolda, Woody Allen ou Proust.

E o Sound + Vision? Bonzito mas chato como a porra.

P.S. E os tops do ano? Apre gaitinha!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Olá Pedro.

O Pedro é professor universitário de matemática.
Venho eu da Castanheira do Ribatejo e começo-lhe a falar do Social Darwinismo e das influências deste nos tiranos e regimes totalitários onde se praticaram mais de 6 milhões de mortes.
O Pedro e eu sabíamos que isso do Social Darwinismo é coisa de filósofos.
O Pedro disse-me que os filósofos têm um conhecimento científico demasiado superficial para poder analisar tudo assim a granel.
O Pedro tem razão.

Classificados.

Nos apartamentos, nos locais de trabalho, nas casas de férias, há quem valorize a área, as acessibilidades, a qualidade da construção, se é um prédio recente ou antigo, se tem aquecimento central ou não. Pois, pois. Em que andar é que fica?

Não é que esteja surpreendido.*

Mas é um bocado como a feijoada e os gases. Mesmo antes de comer, já sei que aquilo vai dar merda.

*A propósito do nosso novo Presidente, portanto.

domingo, 22 de janeiro de 2006

0,4% de lucidez.

Acabei de ouvir um representante da candidatura de Garcia Pereira dizer o seguinte:

“(…) deve compreender que fast food é muito diferente de uma posta mirandesa (…).

Rendo-me.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Disclaimer eleitoral.

O excesso de entusiamo dos apoiantes de Cavaco pode criar distúrbios ao nível da noção, ou total ausência dela.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Cá está ele.



Mãezinha, que umbigo. Quase me faz lembrar um Dom Rodrigo.

Só letras, só letras.

Isto está mesmo a precisar de uma fotografia do umbigo da Lucy Liu.

Tenham a bondade de aguardar.

Sinais de Fumo para os olhos.

Fumar é um acto de esquerda. A liberdade individual, e o asco primário às leis vigentes sobre esta matéria nos Estados Unidos, corroboram um poucochinho a minha teoria. Assim, não percebo as manifestações de apoio a Zapatero, em relação ao atentado à liberdade individual de cada um, que é a lei anti tabaco que este preparou para o seu país, só porque chefia um governo de esquerda.

O que mais me irrita na esquerda com falta de leitura é o apoio incondicional a todo o tipo de liberdades, excepto aquelas que não interessam ou que foram estranguladas por alguém que se diz de esquerda. É por estas e por outras que admiro muito o Garcia Pereira, o Manuel Alegre e Cavaco Silva. Assim, sem cinismo, só porque o que conheço deles mostra que sabem o que fazem e o muito ou pouco que dizem.

A verdadeira liberdade é a que me permite admirar os discursos em latim que o primeiro usa nos julgamentos em que participa, os versos e os sonhos do segundo e, quer queiramos, quer não, a honestidade do último.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Qualquer dia ponho um brasão no carro.

Sempre achei que o sistema democrático, para o que era, até funcionava razoavelmente. Depois veio o Alberto João Jardim, os subsídios comunitários a fundo perdido e o direito dos trabalhadores à greve e, de repente, o D. Duarte até me começa a parecer bem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Pois, e o Darwin e as presidenciais, isso é tudo muito bonito, mas vamos lá ao que interessa.



Continuem a ler as burradas que por cá se escrevem e depois admirem-se de perder merdas destas.

What is Social Darwinism? Herbert Spencer, a 19th century philosopher, promoted the idea of Social Darwinism. Social Darwinism is an application of the theory of natural selection to social, political, and economic issues. In its simplest form, Social Darwinism follows the mantra of "the strong survive," including human issues. This theory was used to promote the idea that the white European race was superior to others, and therefore, destined to rule over them.

At the time that Spencer began to promote Social Darwinism, the technology, economy, and government of the "White European" was advanced in comparison to that of other cultures. Looking at this apparent advantage, as well as the economic and military structures, some argued that natural selection was playing out, and that the race more suited to survival was winning. Some even extended this philosophy into a micro-economic issue, claiming that social welfare programs that helped the poor and disadvantaged were contrary to nature itself. Those who reject any and all forms of charity or governmental welfare often use arguments rooted in Social Darwinism.

God Bless América.

Estou fascinado com o debate entre criacionistas e evolucionistas nos Estados Unidos. Os primeiros exigem que, a par da teoria da evolução de Darwin, se ponha Deus e a divina criação do homem e da mulher. Sendo aparentemente uma estupidez, à segunda vista começa a não ser tão descabido.

Os anjos já conseguiram arrastar os cientistas para o debate. Estou atento e a matutar nos erros da teoria da evolução. É principalmente nestes que a religião se está a agarrar.

Fiquem atentos que isto é engraçado. Se não, caguem e acompanhem o evoluir da campanha eleitoral.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Sim, eu sei, a chuva é boa para as couves, as barragens e tal.

Mas, chiça, que chateia.

Tem graça, tem sim senhor.

O Cavaco num jantar comício em Penafiel, apela ao voto através do chavão (provavelmente) menos feliz de sempre: "O povo é quem mais ordena".

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

- Qual é a tua opinião acerca da reciclagem?

- É uma coisa que não me incomoda.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Parentes na lama.

Foi sobre isto a primeira das novas crónicas do Miguel Esteves Cardoso no Expresso. A ausência de palavra, honra, orgulho ou valores. Não sendo brilhante, serviu para me fazer comprar o jornal, (que depressa escondi debaixo do banco do carro, não fosse alguém ver-me com aquilo). Voltando às palavras do Cardoso, posso dizer que me agradaram.

O tema, principalmente, o tema, meu Deus: a libertinagem canhota e o politicamente correcto corroem tudo o que o dinheiro não consegue comprar e, de facto, já tudo é permitido. Esta coisa da ditadura da tolerância não me agrada nada.

A deixa: “Falas-me de ética? ÉTICA? Queres envergonhar-me em frente dos meus amigos?” esta ficou-me pela boca do Pacino num fabuloso diálogo nessa grande porcaria de série que foi Anjos na América.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Melhor é impossível.

A versão deste senhor de "Everybody Here Wants You", deste senhor, neste disco. Parece absurdo, mas é um bocado como o Papa a recitar um texto de Deus, himself.

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Nem toda a brasileira é bunda.







Maria Rita, Coliseu de Lisboa, 9/1.

She loves me, she loves me not.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Mais um critério.

Na senda do aperfeiçoamento da espécie humana e porque a falta de recursos naturais é cada vez maior, agarrava na malta com falta de vocubulário que ainda usa a expressão/palavra XPTO, punha-os a todos num ginásio, e assim que a porta batesse ligava o gás. É que já nem os meus pais.

sábado, 7 de janeiro de 2006

Quantos candeeiros cabem em 60 m2?

Pelos vistos, mais três.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Por falar em acepipes asiáticos,

num exercício de lingua lembrei-me que a tradução de acepipe para inglês poderia muito bem ser ass peep.

Resolução de Ano Novo



Não alterar nada. Quem me rouba a rotina rouba-me tudo. Ok. Posso tentar andar nu mais vezes.

Tentúgal, então feliz ano novo.



terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Ai é, ai é?

Não era assim tão gira ao ponto de parar o trânsito. Pegou no carro e despistou-se propositadamente no tabuleiro da ponte, a barrar as três faixas.

Resolução de ano novo (1).

Só demorei 9 meses a montar o estendal. Nada de especial, portanto.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Outros reveillons.





Pastel de Nata na cidade.

De férias, entre empregos, dedico-me a conhecer a minha mais ou menos recente área de residência, do ponto de vista pedonal, com o pretexto de comprar umas ferragens e um xarope para a tosse. Na farmácia, a dita farmacêutica desaconselha-me a solução líquida, apontando-me para umas "pastilhas novas".

Eu: "Então e acha que as pastilhas me resolvem o problema?"
Ela: "Sim, resolver resolvem, são é um bocadito manhosas."

(Atenção: isto é uma pessoa com um curso superior e que lida diariamente com a saúde de centenas de pessoas. "Manhoso" deve ser um termo técnico, pensei eu.)

Eu: "Manhoso, como?"
Ela: "De sabor, fica assim um sabor (deita a língua de fora enquanto expressa o seu desagrado ao palato com um esgar assustador)... manhoso na boca depois."
Eu: "Vou levar."

Próxima paragem: loja de ferragens na Miguel Bombarda. Já aviado, vou pagar à caixa, na qual me atende, presumo, o dono do estabelecimento. Pago com uma nota.

Ele: "Então e moedas, não tem?"
Eu: "Não, infelizmente não."
Ele: "Então porquê?"
Eu: "Como?"
Ele: "Onde é que as gastou?"
Eu: "Na farmácia, agora mesmo."
Ele: "Eram muitas?"

(Nesta altura dei por mim a pensar que estava perante um estudioso sobre as formas de transporte de moeda, esse assunto tão fascinante. Depois pensei que preferia a "manhosa" da farmácia a este maluco.)

Eu: "Quarenta cêntimos, se não me engano."
Ele: "Não tem um porta moedas, daqueles com mola?"

(Aqui já estava a ficar assustado à séria. Aproximei a mão do telefone no bolso e comecei a pensar se conseguiria marcar, de cor, o 112 em caso de extrema necessidade. Acho que não.)

Eu: "Não, nunca senti falta. A minha carteira tem uma bolsa para as moedas."
Ele: "Esse é o problema das pessoas hoje em dia. Ninguém usa porta-moedas. Arranje lá um, homem."
Eu: "Ok, vou pensar nisso."
Ele: "É a minha mensagem de ano novo para o resto do mundo."

(Juro que ele disse mesmo isto.)

Eu: "Tá bem, tá bem, obrigado."

Da próxima vez, vou de carro.

Pontos de vista.