sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Parece impossível.

Não o facto de ter sido a décima quarta vez que exibiram Point Break, Ruptura Explosiva na televisão portuguesa, mas sim o facto de haver um filme bem razoável, é certo que seja só este, onde entra o Patrik Swayze.

quinta-feira, 27 de Abril de 2006

A propósito de tudo.



Como isto, isto ou isto.

Jovem licenciada, olhos castanhos, corpinho escultural.

quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Consultório.

Venho com uns sapatos da Kenzo. Será que já posso andar com um saco de plástico na rua?

segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Não estamos na cauda, o resto da Europa é que insiste em estar na cabeça.

Melhores do que os feriados, melhores do que as “pontes”, essa falta não justificada a nível nacional, são as presenças em dia de véspera de feriado. Das quatro pessoas que foram trabalhar, só uma é que está genuinamente ocupada e mesmo essa tem de sair às 16h30 porque “vejam lá que o meu dentista só me arranjou consulta para hoje”. E depois são os japoneses que inventaram o walkman.

sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Se a GNR assinala, eu também.

Esta última quarta-feira verificou-se o inesperado, o irreal: na história da prevenção rodovária portuguesa não há memória de um dia sem mortos na estrada como o que aconteceu esta semana. De tal forma que foi noticiado como um avanço qualquer, como se tivéssemos ganho 1 ou 2 anos na distância que nos separa da Europa. E assim chegamos a Abril de 1992.

quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Um amor de livro...

...por uma jóia de pessoa.

É assim, com o título deste post, que a escritora nobeleira, de nobel, Margarida Rebelo Pinto, tem o descaramento de divulgar o seu fresquíssimo 'Diário da tua ausência'. Não deixem esgotar a vossa cópia.

Massacre em Lisboa.

Porque é que só este ano é que se ouviu falar, da forma que se está a ouvir, da mortandade que os católicos infligiram aos judeus há quinhentos anos atrás? Posso estar enganado mas acho que a grande culpa é deste blog, corrijam-me se estiver enganado.

Já agora, ficam aqui mais duas ou três perguntas:

- Porque é que já vi dezenas de documentários reais e violentos acerca da guerra do Vietname e nunca vi nenhum sobre a guerra do ultramar?

- Porque é que já vi dezenas de documentários reais e violentos acerca das polícias secretas e de estado de outros países e nunca nenhum sobre a PIDE?

- Qual é o mal de se dizer que os portugueses usaram napalm contra os turras nas guerras de África?

- Porque é que no museu da marinha não está um navio negreiro?

A nossa história não é melhor nem pior do que a dos outros países. Tudo o que se fez é normal no percurso de uma nação. Gostava que este país não parecesse um aluno daqueles que coloca a prova debaixo do cotovelo esquerdo para que os outros não copiem as respostas, mesmo que estas estejam erradas.

Não temos medo de nada mas temos vergonha do que somos.

quarta-feira, 19 de Abril de 2006

Da minha janela.

Antes e depois (de qualquer coisa).





O qualquer coisa é mesmo o gesto de abanar a máquina para cima e para baixo, assim como quem tem Parkinson.

Todas as cartas de amor são rídiculas.

Mas ridículo é nunca as ter escrito.

Cagandanormal.

Não vou desenvolver o assunto, mas deixo o post-it necessário: o Ronaldinho Gaúcho é extraterrestre e abençoado seja o dia em que a nave mãe o largou neste nosso planeta à beira Marte plantado. Repitam comigo por favor: obrigado, Tom Cruise e restantes adeptos da cientologia, ó sim, obrigado.

terça-feira, 18 de Abril de 2006

(cantado) Na Citröen Berlingo...

Lanço aqui o desafio a todos os 0,02% de leitores trêspastelinhos adeptos de música ligeira portuguesa de se criar uma letra para um tema musical, em que se use o título deste post num veranil e inesquecível refrão.

(Por vezes o trâsinto abre-nos novas dimensões no mundo do pensamento.)

domingo, 16 de Abril de 2006

Daydream (1).

Sempre que passa um avião, às dezenas de dia e de noite nestas paragens, sonho que estou lá, em viagem, sempre de partida, sempre de chegada.

Afinal cabe.

Mais um candeeiro em 60 m2.





sexta-feira, 14 de Abril de 2006

10 em 10.

É a pontuação que merecem os Death Cab For Cutie, pelos excertos abaixo transcritos, pela sensibilidade pop, pelo bom gosto, porque Ben Gibbard, para além dos DCFC, é também o mentor dos The Postal Service, autores da melhor versão de sempre de um tema de Phil Collins ("Against All Odds", sim, essa mesmo), porque há músicas que não me saem da cabeça e estas são duas delas.

"Cause in my head there’s a greyhound station
Where I send my thoughts to far off destinations
So they may have a chance of finding a place
where they’re far more suited than here"

"Where Soul Meets Bodie", Death Cab For Cutie, Plans, 2005.

"The glove compartment is inaccurately named
And everybody knows it.
So i'm proposing a swift orderly change.
Cause behind its door there's nothing to keep my fingers warm
And all i find are souvenirs from better times"

"Title And Registration", Death Cab For Cutie, Transantlanticism, 2003.

quinta-feira, 13 de Abril de 2006

Sanex.

O verão chegou aos transportes públicos.

Portugal não é competitivo? Eh pá, muita estranho.

Odeio a Páscoa, as amêndoas, os coelhos e, sobretudo, as pessoas que têm “tolerância de ponto”.

Na na na na na na, na na na na na, finta, brilha Portugal.

Na na na na na na, na na na na na é a Sic no Mundial?

Mas o que é isto? Vejo tanta gente a precisar de descansar tanto, ou mesmo de emigrar tanto para a linha da frente iraquiana.
Deslarguem-nos.

Estou ao nível de um Bitoque na gastronomia.

Almoço com um amigo que me conta como correu a reunião do Concelho Científico da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa. Também falámos de livros e das duas teorias da propagação da luz, a corpuscular e a ondulatória.

Ainda estou para saber se estes almoços me fazem bem. A sensação de ignorância compulsiva não é coisa que se deseje.

quarta-feira, 12 de Abril de 2006

O João tinha 6 laranjas, fugiu ao fisco, quantas laranjas tem o João agora?

“O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) vai penhorar 6353 veículos a 1373 contribuintes com dívidas à Segurança Social avaliadas em 59 milhões de euros, avança hoje o “Diário de Notícias”.”

In www.publico.pt

A matemática sempre foi o meu calcanhar de aquiles (logo a seguir à renda de bilros), mas não há aqui qualquer coisa que foge à prova dos nove?

segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Nice day for a white wedding.*







*Primeira e última referência que irão ver a Billy Idol neste blog. Falo por mim, claro.

Terra de Tójó.

Estando em Ílhavo há apenas três coisas que se podem fazer, ou mesmo duas: visitar a aldeia Vista Alegre, comprar um carro novo e no tédio do dia-a-dia local matar os pais, por causa da namorada e do Marilyn Manson.

sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Epá não percebo.

Nem nunca vou perceber blogers que se limitam a mostrar discos e livros que leêm. Epá foda-se que coisa mais fácil. Qual é a vossa? Já repararam que qualquer um pode pôr uma fotografia de Satre ou da Guerra Civil Espanhola? Qualquer arquivo de câmara municipal de província é mais interessante que a vossa grande porra de blogs. Digam qualquer coisa, deixem-se de falar das merdas que leêm e ouvem, por amor de Deus. Ninguém quer saber que compraram um cagalhão de um livro em saldo. Já todos ouvimos a discografia completa dos Japan e do Wagner e do Perry Blake e dos Magnetic Fields e do Cole Porter e da Adriana perlimpimpim e os sambas do Vinícius e do outro caixa de óculos, e mais a obra integral de Rachmaninov e também a gaita do Miles Davis. Chega. Vocês deviam ser aqueles adolescentes primários que iam ao King mostrar a granda merda de botas pelo de rato e mais o cachecol de lã castanho e os cabelos por lavar há dois dias e a trampa do Português Suave.

Vá lá, digam qualquer coisa ao mundo para além da vossa opinião acerca dos novos DVD’s e das séries da Fox. Todos vemos essa merda. Ou então fechem o blog e aproveitem o tempo para treinar essa merda da comida étnica que todos já provámos e que todos sabemos donde apareceu. Enfiem o gengibre no frasco e vão à vossa vidinha.

E aquela gente que dá pontuação às merdas que acaba de assistir. Eu, por exemplo, dava 10/10 a este post. E dava 7,5/10 ao novo disco dos Placebo, mas, digam lá, vocês queriam saber dessa merda?

Que grandes pilas (daquelas voadoras da idade média) os desinquietem e atormentem.

P.S. Escusam de contar, a palavra merda aparece 6 vezes no post e mesmo assim é pouco para falar a verdade acerca do vosso cantinho.

terça-feira, 4 de Abril de 2006

'TOU AQUI!

Post aberto à equipa de maneis que representam editoras discográficas e andam pelo burgo a ameaçar multar a malta dos downloads à bruta.

segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Não há ninguém que eu possa esganar?

Quando o Benfica perde, milhares, se não mesmo milhões de portugueses dão tareões de meia-noite às respectivas, uma espécie de justiça social que mantém o equilíbrio cósmico do universo. Sendo eu pouco dado às lides futebolísticas, e muito menos a manifestações físicas de violência (uma vez lembro-me de ter atirado um "dê-me o troco devido, seu biltre!" a um empregado de balcão menos honesto), só me apetece dar enxertos de porrada a alguém quando me rebocam o carro. Uma vez que a cotação do homicídio de um agente de autoridade está pela hora da morte, resta-me sonhar que um dia, oh sim, um dia irei pastar em prados mais verdes, repletos de "Agentes Silvas" facilmente esganáveis para meu bel prazer. Até lá, é pegar nas perninhas e em noventa euros, sorrir e treinar ao espelho centenas de vezes: "Boa noite, senhor agente, vinha levantar o meu carrinho que vossas excelências tão justamente rebocaram, obrigadinho, sim?".

Nasdaq misto.

"A sanduíche está em franca expansão, ao contrário da pizza, que está em queda".

Jornal da Noite, SIC, a propósito do concurso de sanduíches a decorrer na FIL.

Nao ficava tão surpreendido desde que descobri a lordose lombar

Desenganem-se já os detractores da lordose lombar que vão dizer que a contratura muscular é que é. Eu sei o que isso é porque tenho uma. E por estranho que pareça não se morre de lordose. Mas lá que mói, mói.

Não ficava tão surpreendido desde que descobri que a minha parabólica pirata deixou de apanhar o canal espanhol “Caza y Pesca”.

Parece que um procurador da república andou a fazer telefonemas ameaçadores a umas juízas e que, enquanto gritava, disparava tiros de pistola. Para além disto, ainda lhes enviava bilhetinhos com cruzes suásticas e ameaças de morte no verso. No fim, apanhou um táxi sozinho e foi até ao Júlio de Matos pedir que o internassem, e eles internaram.

A pergunta que se coloca: Será que, se organizarmos um peditório e conseguirmos uma maquia relevante, o libertam sob fiança?